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Governo oferece reajuste de até 15,8% para mais 18 carreiras

Os sindicalistas não fecharam acordo, mas observaram que a oferta ainda está muito abaixo da reivindicada

17/08/2012 | 19:55 |
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O secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton Costa, disse que conseguiu dar um primeiro passo na reunião com o governo federal nesta sexta-feira (17). O secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, apresentou uma proposta de reajuste de até 15,8%, parcelado em três vezes, para 18 setores da base da Condsef, o chamado "carreirão". Os sindicalistas não fecharam acordo, mas observaram que a oferta ainda está muito abaixo da reivindicada.

Desde as negociações do ano passado, uma das principais batalhas travadas pela Confederação é para que o governo estenda a todos os servidores de nível superior a tabela salarial da Lei nº 12.277, que, em 2010, definiu reajuste de até 78% a economistas, geólogos, estatísticos, engenheiros e arquitetos.

"O compromisso do governo foi de estender esse aumento. O ideal é que ele cumpra o acordo e equalize setores que ficaram de fora do reajuste de 2010", disse Costa.

Na quinta-feira, o governo ofereceu o mesmo percentual (15,8%) de reajuste aos técnicos administrativos das universidades federais, mas a proposta não foi aceita pela categoria.

Já os policiais federais, irritados com a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de proibir a realização de operação-padrão, sob pena de multa diária de R$ 200 mil, avisaram nesta sexta-feira que planejam uma "operação sem padrão" para segunda e terça-feira. Em vez de fiscalizar todas as bagagens e cargas, causando lentidão nos portos, aeroportos e fronteiras, eles deverão se unir para fazer protestos com vuvuzelas, cartazes e entrega de panfletos e até mesmo deixar pessoas e mercadorias passarem sem vistoria.

A operação-padrão realizada pela PF na última quinta-feira gerou caos em grandes aeroportos do país. Em resposta, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu declarar ilegal a operação e, nesta sexta-feira, a Advocacia Geral da União (AGU) prometeu punir os agentes que continuarem com a prática.

Também nesta sexta-feira, ao serem impedidos de chegar à solenidade onde a presidente Dilma Rousseff inaugurou uma nova fábrica da Braskem, em Marechal Deodoro (AL), servidores em greve e manifestantes do Movimento dos Sem Terra (MST) bloquearam nesta sexta-feira a BR-314 por mais de 40 minutos e chegaram a danificar, com porretes, o carro do presidente do Tribunal de Justiça do Alagoas, desembargador Sebastião Costa Filho. Irritado, o magistrado desceu do veículo, tomou o porrete da mão de um dos manifestantes e partiu para o confronto.

Nova reunião

O secretário-geral afirmou, no entanto, que volta a se reunir com a equipe técnica do Ministério do Planejamento neste sábado para estudar uma alternativa. Os servidores sugeriram que, em vez de apenas oferecer reajuste para as categorias, o governo poderia realizar mudanças na estrutura das carreiras, por exemplo incorporando ao vencimento básico valores que hoje são pagos a título de gratificação. Na prática, com essa mudança, aposentados, por exemplo, receberiam os reajustes integralmente - quando é nas gratificações, eles só recebem 50%.

"Pelo menos saímos desta reunião com a possibilidade de formatar uma proposta para fortalecer o vencimento básico. Mas a greve continua até chegarmos a um acordo", afirmou o sindicalista.

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