Terça-feira, 09/02/2010
Capuchinhos abençoam veículos desde 1951
Publicado em 05/01/2008 | Márcio Renato dos SantosLuís Cla-áudio Patrício, 30 anos, um dos membros do Bicicletada Curitiba, afirma que as bicicletas, assim como os carros, também são meios de transporte. Por isso, os ciclistas marcaram encontro às 17h30 de ontem na frente da igreja. Outros passaram ao longo do dia. “Viemos pedir proteção contra acidentes de trânsito, uma das principais causas de morte no Brasil. Mas queremos que a nossa causa – ciclofaixas, mais respeito aos ciclistas e o plano de mobilidade – também seja abençoada”, comenta Patrício.
Antônio Costa/Gazeta do Povo
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Ciclistas buscaram proteção contra acidentes de trânsito, uma das suas maiores preocupações
Ponta Grossa – Cerca de 6 mil motoristas (500 a mais que no ano passado) participaram ontem da sétima edição da bênção dos frades capuchinhos em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Houve filas no horário do almoço e no fim da tarde em frente à igreja da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição, no bairro de Uvaranas.
Além de condutores de carros e caminhões, motoqueiros, ciclistas e até pedestres aproveitaram a chance. “A bênção é para os motoristas e não para os veículos. De nada adianta receber a oração e sair correndo a 180 quilômetros por hora ou viajar sem fazer uma boa revisão no automóvel”, conta um dos coordenadores da bênção, Luiz Cézar Silva.
Desde as 6h30, quando foi celebrada uma missa, oito frades abençoaram os condutores com a ajuda de 50 voluntários e dos guardas da Autarquia Municipal de Trânsito. Uma das voluntárias, a professora Dalila Simões, resistiu ao calor de 29 graus para ajudar os frades na rua em frente à igreja. “A recompensa é o amor de Deus”, considera Dalila, que ajuda os capuchinhos desde a primeira edição do evento.
Quem perdeu a bênção pode procurar a paróquia em qualquer dia. “Sempre há um frade disponível porque muitos motoristas procuram a igreja, principalmente quando compram um carro novo”, diz Silva.
Maria Gizele da Silva
Outros motoristas receberam ontem pela primeira vez a bênção dos capuchinhos. Cláudio Benedito, 40 anos, já se acidentou e estava em busca de proteção. Cleonice e Cristiano Viana, casados, ambos de 35 anos, trabalham com o carro e queriam proteção para o instrumento de trabalho. Cléber Lima, 34 anos, também queria proteção para o seu táxi.
O frade Aluadi Marmentini, 62 anos, há oito anos na paróquia, afirma que a bênção ajuda, mas salienta que o motorista deve respeitar as leis de trânsito. “Só receber a bênção não adianta. O motorista precisa estar em harmonia e conduzir o veículo com serenidade”, comenta Marmentini.
A bênção foi realizada próxima das calçadas na Avenida Manoel Ribas, na Rua Júlio Perneta e na Rua Alcides Munhoz, ao redor da igreja. A Urbs mobilizou 60 agentes para o evento, com cem cones formando canaletas por onde os carros passavam e paravam para receber a bênção. O trânsito ficou lento em alguns momentos, mas não houve congestionamentos. As 11 linhas de ônibus que passam pela Manoel Ribas não tiveram problemas. Os capuchinhos abençoavam até quem não parava, fossem motoristas, motociclistas ou pedestres.
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