Sábado, 31/07/2010
Um garoto de apenas cinco anos, que mora em Castro, na região dos Campos Gerais, vive um drama há dois anos. Gabriel tem leucemia e precisa fazer um transplante de medula óssea. Há um mês foi encontrado um doador compatível como o menino. A família acreditava que o sofrimento tinha chegado ao fim, mas descobriu que ainda teria que esperar até o ano que vem para fazer o transplante.
De acordo com o telejornal ParanáTV 1ª edição, o pequeno Gabriel é um menino ativo, corre, pula e anda de bicicleta. Depois de descobrir a doença, ele passou a enfrentar duas internações e três sessões de quimioterapia por mês. “Ele passa três dias no hospital para a quimioterapia e depois como a imunidade baixa, dá febre e tenho que internar ele de novo”, conta a mãe de Gabriel, Evaldina Shligoski.
RPC TV
Hospital de Clínicas realiza média de 6 a 7 transplantes por mês
Hemepar – Centro de Hematologia Hemoterapia do Estado do Paraná Travessa João Prosdócimo, 145 Alto da Rua XV Fone: (41) 3281-4000
Biobanco - Hospital de Clínicas Rua Agostinho Leão Júnior, 108 (esquina com a General Carneiro) Fone: (41) 3360-1800
Hemobanco – Hospital Evangélico Rua Capitão Souza Franco, 290 Fone: (41) 3225-5545
O Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, que faz o transplante de medula óssea pelo SUS, informou à família que só tem vaga para Gabriel em 2009. Outros 45 pacientes já estão na fila, na frente do garoto. O HC realiza em média seis a sete transplantes por mês, mas o ideal seria que o número chegasse próximo de 12 procedimentos. O empecilho é a falta de funcionários do HC.
O diretor geral do Hospital de Clínicas, Giovanni Loddo, informou que há algum tempo o hospital vem solicitando a contratação de mais funcionários nas áreas de enfermagem e de médicos. Enquanto isso, pacientes como Gabriel são obrigados a aguardar na fila. A mãe do garoto diz que ele já sofreu muito com o tratamento da doença. “Não dá para esperar mais. Ele tem muita dor de cabeça, sangramento”, conta.
Como fazer a doação
A medula óssea é um líquido encontrado dentro dos ossos e é responsável pela produção das células sanguíneas (hemácias, leucócitos e plaquetas). O portador de leucemia precisa receber a medula para aumentar a produção dos leucócitos. Qualquer pessoa entre 18 e 50 anos pode ser um doador. Para isso, basta procurar um dos três bancos de Curitiba (veja relação dos endereços no quadro ao lado).
A pedagoga do Hemepar, Cristina Maria Richter, explica que o interessado vai primeiramente preencher uma ficha cadastral com dados pessoais. Em seguida, será realizada uma coleta de 10 mililitros de sangue para a tipagem genética e então a pessoa já pode ir para casa. As informações são armazenadas no Registro Nacional de Doadores de Medula (Redome) no Instituto Nacional do Câncer (INCA) no Rio de Janeiro. Quando for encontrado um paciente compatível, o cadastrado é chamado para realizar a doação.
A retirada da medula óssea é feita por meio de um procedimento cirúrgico. Em Curitiba o processo é realizado no Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O paciente é anestesiado e com uma agulha o médico faz uma pulsão, ou seja, retira o líquido do osso, geralmente da bacia. O procedimento dura cerca de 90 minutos. O doador fica 24 horas no hospital em observação. “Um dia depois da doação a pessoa deixa o hospital, caminhando normalmente. Ele vai sentir apenas um desconforto no local da pulsão”, explica a pedagoga.
O interessado em fazer a doação pode esperar anos até que se encontre um receptor compatível. Cristina explica que a chance de duas pessoas de famílias diferentes serem compatíveis é de uma em um milhão. É por isso que há necessidade de cadastrar o maior número possível de doadores. No Brasil são 630 mil inscritos no Redome. O Paraná possui 150 mil doadores cadastrados. O registro do INCA é compartilhado com 90 bancos de medula óssea internacionais. Dessa forma, pacientes brasileiros podem receber doações de pessoas de várias partes do mundo, assim como medulas do Brasil podem ser levadas para doentes de outros países.
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materia muito bem colocada abrangendo todos os aspectos, fila, doadores, drama da família, o caus da saude publica e forma de doação, que é bem simples, e colabora para que novos doadores se apresentem. e são matérias deste tipo que salvam muitas vidas, pois estamos ao DEUS DARA. parabens, e sucesso para o garotinho que com certeza será transpantado o mais rápido possível.
sonia maria | 24/04/2008 | 15:51Quanto mais arrrecadam menso atendimento tem, quantos anos cobraram a cpmf dizendo que iria para a saúde, porém ocaos está cadavez pior. Gatanto que o presidente e seus familiares não precisam passar por isso, só quando atinge pessoalmente e que se tem noção da gravidade do caos.
Lima | 24/04/2008 | 15:04Gabriel e familiares, fé em Deus e aos homens de boa vontade. Tudo vai dar certo!! Infelizmente este é o retrato da saúde pública no nosso amado Brasil. Estamos torcendo e orando por você!! Saúde Grabriel.
martha | 24/04/2008 | 12:33Parabéns pelos doadores da medula óssea. Acho isso um pedido de SOCORRO do pequeno Gabriel. As coisas na vida, que se esperarmos a nossa vez pode ser tarde demais. Por favor atenda o Gabriel, a fila está grande, mas não é por acaso que essa medula foi compativel a ele, e não ao restante da fila que também tanta almeja isso. Pode ser que o gabriel não tem mais tempo de esperar sua vez. Perdi um sobrinho com 12 anos, na mesma situação, sua vez passou. E não apareceu a outro receptor comp. ab
vera almeida | 24/04/2008 | 01:05Esse é o panorama da saúde no Brasil, com centenas de "faculdades-walita" de medicina, médicos mal-remunerados e incompetentes, hospitais publicos sub-utilizados. A mãe vir a imprensa é uma forma de sensibilizar a opinião publica, mas assim como esse menino muitos outros esperam anos também e passar ele na frente seria previlegiar um em detrimento de outro. Todo o sistema está errado.
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