Sábado, 31/07/2010
O significado de pai é aquele que dá origem, gera e provê, mas é aquele que leva seus filhos para o mundo, coloca o limite, a moral, a ética, a solidariedade, o companheirismo e a lealdade. E como isso se faz? Muito simples: brincando!
Sabemos que a educação lúdica, além de contribuir e influenciar na formação da criança, possibilita um crescimento sadio e um enriquecimento em suas relações sociais. O brinquedo, o jogo e a brincadeira fazem parte da vida da criança – eles simbolizam a relação pensamento/
ação, tornando-se importantes instrumentos para o desenvolvimento da fala, da imaginação e da criatividade, proporcionando o exercício da convivência social. Este seria um bom caminho para o fortalecimento das relações com os filhos.
Segundo Freud, o pai é aquele que salva o filho de uma relação dual com a mãe, indiferenciada e finita, o que chamamos de Complexo de Édipo. Na medida em que se separa o filho da mãe, o possibilita ingressar no mundo da linguagem, do simbólico, da cultura.
A figura do pai não pode se reduzir a um mero reprodutor biológico, ou como um mantenedor econômico de sua prole. Um pai não pode ser somente pai de nome. Sua palavra deve registrar uma autoridade, uma lei a preservar a saúde mental dos filhos. Portanto, é em nome do pai que a criança deve abdicar de seu lugar de plenitude junto à mãe para que possa descolar desta e “decolar” rumo ao social, e por ter essa lei paterna inscrita em seu psíquico, isto lhe permite adequar-se a todas as leis da cultura.
Até algumas décadas atrás, os papéis masculino e feminino eram bem definidos e claros, sendo a mulher aquela que se fazia mãe e esposa e o homem aquele pai provedor, cuja autoridade elegia normas e ordens. Hoje, o que se produziu foi uma mudança radical na maneira de se relacionar com os filhos.
Houve uma maior aproximação entre as gerações, sendo muito freqüente observarmos pais e filhos fazendo programas em comum. Também é muito freqüente pais exercendo a função de “paternagem” quando se dispõem a auxiliar nos cuidados básicos com a criança (trocar fraldas, alimentar, dar banho, ajudar na casa). Não há como dispensar os inúmeros benefícios destes avanços, nem como retroceder aos velhos moldes da família.
Marina da Silveira Rodrigues Almeida, psicopedagoga e consultora de Educação Inclusiva do Instituto Inclusão Brasil.
"Busão do Brasil" renova lixo da TV brasileira
ATUALIZADOhá 1h
ATUALIZADOhá 3h
Os melhores preços estão aqui, clique e compare!
Powered by: Buscapé