Quinta-feira, 09/09/2010
Daniel Derevecki/Gazeta do Povo
Técnicos da Urbs acreditam que houve falha em equipamento que impede a movimentação do ônibus com as portas abertas
Com a movimentação dos passageiros no interior do ônibus, a vítima, de 29 anos, foi empurrada contra a porta, que cedeu e abriu
28/01/2009 | 08:28 | Célio Yano e Leonardo Bonassoli atualizado em 28/01/2009 às 19:50Cleonice Ferreira Golveia havia entrado no ônibus ligeirinho da linha Araucária no Terminal da Vila Angélica, em Araucária, ia em direção a Curitiba, onde trabalhava pela manhã como auxiliar de serviços gerais em uma empresa de entregas no bairro Cristo Rei, fazendo um percurso de uma hora utilizando dois ônibus. Casada e mãe de duas filhas, uma de 13 e outra de 9 anos, ela tinha um outro emprego duas vezes por semana à tarde fazendo limpeza numa loja no mesmo bairro.
RPC TV
Trava que segura as portas estava acionada no momento do acidente
A empregada doméstica Maria Joana Mota Matsumoto estava no mesmo coletivo e viu o momento em que a mulher caiu. “Todas as portas estavam fechadas, mas havia tanta gente que, com a movimentação das pessoas, ela começou a ser empurrada contra a porta”, conta. “Quando a porta cedeu e abriu, outro passageiro tentou segurá-la pela camisa, mas a roupa acabou rasgando”.
Segundo a testemunha, o motorista percebeu a queda e parou o ônibus imediatamente. “Infelizmente as rodas de trás já tinham passado por cima da mulher”, lamenta a empregada doméstica. Ela conta que houve desespero por parte dos demais passageiros. “Um pouco antes estavam todos conversando, rindo. Depois do acidente, começou uma gritaria e uma pessoa chegou a desmaiar”.
Maria Joana lembra que quase todos os dias pegava ônibus com a vítima. “Conhecia ela de vista, estávamos sempre lá no mesmo horário”, diz. Cleonice era auxiliar de serviços gerais fez aniversário na terça-feira (27), dia em que os colegas de trabalho fizeram uma comemoração com um bolo no trabalho dela. Era considerada pelos companheiros como uma pessoa bastante carismática. Segundo a família, ela trabalhava desde os 14 anos de idade.
Em nota, a Urbanização de Curitiba (Urbs) manifestou “profundo pesar pelo acidente ocorrido com a passageira”. De acordo com a empresa, a linha direta Araucária transporta em média sete mil pessoas por dia útil entre a Praça Rui Barbosa, em Curitiba, e o Terminal Central de Araucária. São realizadas 120 viagens diárias, com um intervalo médio de seis minutos entre cada uma. A linha tem 20 veículos em operação, e a idade média dos veículos é de cinco anos.
O motorista do ônibus foi submetido a exame de grau alcoólico que constatou que ele não dirigia sob a influência de álcool. O caso passou a ser investigado pelo 11º Distrito Policial de Curitiba.
Perícia
Segundo a Urbs, o veículo envolvido no acidente foi fabricado em 2004 e tem um equipamento de segurança que impede a movimentação do ônibus com as portas abertas, além de sinalização de alerta aos passageiros junto às duas portas, com a frase ‘evite permanecer nesta área’.
“Numa análise preliminar, os técnicos da Urbs constataram a possibilidade de ter havido alguma falha mecânica grave neste dispositivo de segurança”, diz o texto. A direção da empresa determinou a realização de uma perícia para se determinar as causas do acidente, cujo laudo deve ficar pronto em um prazo de 15 dias.
Você já sofreu ou presenciou algum tipo de acidente dentro dos ônibus de Curitiba e região? Conte sua história com seu nome completo e e-mail para que a reportagem da Gazeta do Povo entre em contato
Trabalhei no Centro durante 3 anos e ia com o ligeirinho CIC/COLOMBO varias vezes o mesmo parava devido a porta se abrir e o onibus travava, mais infelizmente so depois que morre alguem é tomada alguma providencia...
Solange do Carno | 28/01/2009 | 22:55O que aconteceu é um absurdo, mas os onibus estão super lotados e cade a URBS para resolver esta situação, é só ir até o terminal de Almiranta Tamandaré e ver a super lotação e o empura-empura, falta respeito dos passageiros e com certeza mais onibus , os terminais são terriveis a falta de higiene e grande
claudio | 28/01/2009 | 22:53Com a nossa tecnologia é um absurdo fabricarem ônibus sem um equipamento eficaz ou que assimilem pelo menos uma segurança ideal para um ser ir e vir com dignidade ao seu trabalho.
DAIANE | 28/01/2009 | 22:34Puxa, esses dias eu passei por uma situação parecida, mas que não deve o fim igual ao dela... graças a Deus... estava encostada na porta do ligeirinho e percebi que a porta estava meio aberta.. ai dei um jeitinho de escapar dali, mas impossivel não ficar na área onde diz que não devemos ficar... uma VERGONHA!!!!
Dayane Chela | 28/01/2009 | 22:27Ah, e exatamente, o sistema de transporte coletivo de Curitiba É O MELHOR DO BRASIL. Porque ser o melhor não significa que é perfeito. Ser melhor significa que todos os outros são piores.
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