Quinta-feira, 09/09/2010
Ministro Paulo Bernardo afirma que escolha de Curitiba para jogos é fundamental para financiamento
Publicado em 05/02/2009 | André Gonçalves e Themys Cabral“Primeiro vamos torcer, depois vamos trabalhar”, disse o ministro durante a audiência. Paulo Bernardo também destacou que outros dois temas precisam ser debatidos – a participação do governo do estado na proposta e quem ficará encarregado pela administração do sistema após a conclusão. “Estamos falando de uma obra que não será do Beto, do Requião ou do Lula, que deve ser pensada a longo prazo”, afirmou.
Depois de quase um ano parado, o projeto do metrô curitibano foi finalmente retomado. Ontem, foram abertos os envelopes com os preços das propostas para o projeto básico e para os estudos de impacto ambiental. Os valores apresentados pelas empresas ficaram próximos aos estabelecidos no edital. Hoje, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) divulga a avaliação técnica das propostas e a aprovação ou não.
O processo de licitação para a elaboração de estudos e projeto de engenharia (Lote 1) e estudos de impacto ambiental e relatório de impacto ao meio ambiente (Lote 2) estava parado desde abril do ano passado, quando o consórcio SEP – formado pelas empresas Sistran, Estra e Pólux – foi desclassificado por apresentar documentação insuficiente que comprovasse a habilidade técnica exigida, na segunda fase do processo licitatório.
Com a saída do SEP, apenas o consórcio Novo Modal, formado pelas empresas Trends, Esteio, Vega e Engefoto, permaneceu na disputa pelo Lote 1, que tinha o valor máximo estipulado em edital em R$ 2,377 milhões. Para o Lote 2, cujo valor máximo era de R$ 370 mil, a empresa Ecossistema Consultoria Ambiental concorreu sozinha.
No último dia 27, a Justiça liberou a retomada da licitação. E ontem as propostas de preços dos classificados foram abertas. O NovoModal propôs executar o Lote 1 com R$ 2,336 milhões. Já a Ecossistema fez uma proposta de R$ 344,1 mil. “Do nosso ponto de vista o preço (proposto pelo edital) é muito apertado”, afirmou o representante do Novo Modal, Roberto Mantanhini.
Aprovação
As propostas do Novo Modal e da Ecossistema devem ser aprovadas hoje, depois de feita a avaliação para confirmar a consistência das propostas. “Não sabíamos que íamos participar sozinhos. Então, (esse preço) já era o planejamento do consórcio”, explicou Montanhini. “O grau de exigência da concorrência era muito elevado”, justificou a bióloga e diretora da Ecossistema, Gisele Sessegolo.
De acordo Edemar Meissner, um dos membro sda comissão de licitação do projeto básico, o Novo Modal e a Ecossistema estão praticamente aptos.“É muito difícil nesta fase final ocorrerem erros e, se ocorrerem, podem ser corrigidos”, afirma o técnico. Segundo ele, apenas uma grande discrepância nas planilhas de composição de custos poderia tirar uma das duas empresas do páreo. Se aprovadas hoje, abre-se um prazo de cerca de cinco dias para recurso.
A previsão é de que até o fim do mês sejam assinados os contratos e expedidas as ordens de serviço. Os trabalhos devem começar na primeira semana de março, segundo previsão da prefeitura. O Lote 1, então, deverá ser concluído em 270 dias. Já o Lote 2 terá de ser concluído em um período um pouco menor: a previsão é de 240 dias. (TC)
Paulo Bernardo demonstrou desconfiança sobre a viabilidade de o metrô ficar pronto até 2014. “Se demorou mais de um ano só para licitar o projeto básico, não dá para ter certeza de que esse prazo será cumprido.” Em resposta, Richa garantiu que tem “plena certeza” de que tudo ficará pronto até o Mundial.
Dinheiro
O principal objetivo da prefeitura de Curitiba agora é conseguir dinheiro para tocar as obras a partir de 2010. “Dinheiro para a execução ainda não há, estamos viabilizando. Mas há várias possibilidades. Fala-se em PPP (Parceria Público-Privada), em iniciativa privada, financiamento externo, organismo internacionais, governo federal através do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento)”, explica um dos membros da comissão de licitação do projeto básico do metrô, Edemar Meissner.
Com o dinheiro garantido, as obras se iniciariam em 2010 e seriam concluídas, no máximo, até 2017, segundo Meissner. Caso Curitiba seja confirmada como uma das subsedes, metade do projeto será concluído para o evento, de acordo com os planos da prefeitura. Ainda não foi divulgado, porém, quais trechos teriam prioridade.
Segundo Roberto Mantanhini, representante do consórcio Novo Modal, responsável pelo projeto básico de engenharia da obra, a inclusão de Curitiba como sede do mundial deve tornar necessária uma mudança de traçado original do projeto, para que o novo meio de transporte atenda ao público do evento (veja infográfico).
A Arena da Baixada, estádio do Atlético Paranaense, que deverá ser usada nos jogos caso Curitiba seja escolhida, fica a cerca de 600 metros da linha planejada para o metrô, que passa pela Avenida Sete de Setembro. A chamada Linha Azul, que será a primeira do metrô curitibano, ligará o Santa Cândida ao CIC-Sul, fazendo aproximadamente o trajeto dos ônibus expressos. O sistema adotado será o “cut and cover”, que pode ser traduzido como “escava e cobre”. Ou seja: o metrô ficará apenas seis metros abaixo do asfalto das atuais canaletas de ônibus.
Entraves
O prefeito Beto Richa reconheceu a existência de entraves, mas disse ter saído confiante do encontro com Paulo Bernardo. Afirmou também que vai tentar conversar com o governador Roberto Requião (PMDB), mas adiantou que espera problemas. “Hoje está difícil dialogar com o estado e contar com qualquer participação nas obras da cidade.”
Richa concordou sobre a importância de buscar uma parceria que faça com que municípios vizinhos a Curitiba também possam ser beneficiados com o metrô. O prefeito também ressaltou que a proposta é manter a administração do metrô com o município. Declarou, porém, que está aberto a negociações e aceitaria a formação de um consórcio com outros municípios da região metropolitana. “Só que esses parceiros também teriam de colaborar com dinheiro.”
A maioria dos metrôs instalados nas capitais brasileiras é gerenciada pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos, do governo federal. Paulo Bernardo destacou que há interesse de que estados e municípios assumam os sistemas, mas a transição esbarra no subsídio das passagens: 25% do custo têm sido subsidiados pela União.
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Interatividade
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AHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!!!!!! NÃO TERMINARAM ATÉ HOJE A LINHA VERDE!!! tUDO MANOBRA PARA POLITICO FATURAR E O POVO SE FERRAR TA NA HORA DE AMPLIAR AS LINHA DE ONIBUS POR QUE SE NÃO FOSSE OS CARROS QUE AS FABRICAS EMPURRARAM COM FINANCIAMENTO CARISSIMOS E LONGO PRAZO O SISTEMA ESTARIA EM COLAPSO.
Otton Bernardelli | 05/02/2009 | 14:11Trazer a Copa do Mundo para nossa cidade é tão vantajoso que só a possibilidade já conseguiu destravar um processo judicial que impedia o início dos trabalhos para termos o metrô em Curitiba. Os jogos serão poucos e, com certeza, passarão rapidamente, mas os benefícios na infra-estrutura ficarão e beneficiarão a todos os curitibanos. Vamos crescer no turismo, teremos a criação de empregos diretos e indiretos, micro e pequenas empresas vão crescer. Que venha a Copa do Mundo pra CURITIBA!
Junior | 05/02/2009 | 13:43Se a prefeitura não consegur tapar buracos pequenos como poderá abrir um grande?
Tonho das Neves | 05/02/2009 | 13:34Isso, por cima das canaletas, horrível e ridículo. Tem cada um?!
Valencio | 05/02/2009 | 13:13N-U-N-C-A J-A-M-A-I-S. Estimo para 2020. Veja o exemplo da linha verde. Imagina realizar escavações...
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