Quinta-feira, 02/09/2010
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Francisco Cunha Pereira Filho, quando se formou em primeiro lugar no curso de Direito, em 1949, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) – onde também lecionou
Promovida pelo Instituto dos Advogados do Paraná (IAP), premiação homenageia diretor-presidente da Rede Paranaense de Comunicação (RPC) e do jornal Gazeta do Povo, falecido em março deste ano
Publicado em 02/10/2009 | Vinícius André DiasA premiação leva o nome do ex-diretor-presidente da Rede Paranaense de Comunicação (RPC) e do jornal Gazeta do Povo – que também foi presidente do IAP, de 1969 a 1970 –, falecido no dia 18 de março deste ano. “Infelizmente, o Dr. Francisco faleceu no dia em que eu assumi a presidência do IAP. Imediatamente, surgiu a intenção de homenagearmos esse ilustre paranaense, de enorme projeção nas áreas da Comunicação e do Direito, o que fazemos com a criação desse prêmio”, diz o presidente do IAP, José Lúcio Glomb. De acordo com ele, o prêmio ocorrerá periodicamente, em intervalos de dois anos, com um tema diferente a cada edição. “Pretendemos tornar essa premiação uma referência para a comunidade jurídica brasileira”, fala Glomb.
Não é à toa que Francisco Cunha Pereira Filho foi escolhido para dar nome a um grande prêmio de incentivo à produção intelectual jurídica. Sua relação com o Direito vem de berço: seu pai, Francisco Cunha Pereira, foi desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná. Seguindo os passos do pai, em 1949, aos 22 anos, o diretor-presidente da RPC formou-se em primeiro lugar no curso de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Também lecionou Direito na UFPR, no curso de Legislação Sindical, as disciplinas de Ciências das Finanças, Direito Internacional Privado e Previdência Social.
O concurso de monografias, cujo vencedor receberá o Prêmio Francisco Cunha Pereira Filho, dirige-se a trabalhos inéditos de bacharéis em Direito de todo o país. As inscrições estarão abertas de 1.º de dezembro de 2009 a 5 de abril de 2010, a divulgação do resultado deve ser feita até o dia 31 de julho de 2010 e a premiação está prevista para 24 de setembro do ano que vem. O lançamento do prêmio hoje, com dois meses de antecedência à abertura das inscrições, visa dar tempo aos candidatos para que preparem seus trabalhos. O regulamento deve ser publicado hoje no site do IAP (www.iappr.com.br).
Importância
Entre os nove juristas que compõem a comissão julgadora do prêmio está o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista à Gazeta do Povo, ele ressaltou a importância da iniciativa. “É uma honra muito grande participar desse prêmio. A importância maior da premiação está no reconhecimento de valores humanos, voltados a prestar serviço à sociedade”, afirmou. Para o diretor da Faculdade de Direito da UFPR, a premiação abre espaço a novos pesquisadores. “Faltam iniciativas assim no Brasil. Em regra, a pesquisa no país é fomentada por agências oficiais, com critérios muito limitadores”, explica Fonseca.
Segundo o presidente da seção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Alberto de Paula Machado, merece destaque o tema da premiação: a liberdade de expressão. “Esse é um tema sempre atual. É preciso reforçar a consciência da importância que a liberdade de expressão, de imprensa, tem para a sociedade”, afirma, fazendo referência ao recente caso de censura ao jornal O Estado de São Paulo, impedido judicialmente de publicar diálogo entre um filho e uma neta do senador José Sarney (PMDB-AP). A opinião é compartilhada pelo ministro Marco Aurélio Mello, do STF: “Afinal, são fundamentais, ao Estado de Direito, a liberdade de expressão, a preservação do direito-dever de informar e a preservação do direito público subjetivo do cidadão de ser informado”.
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