Terça-feira, 09/02/2010
A ampla discussão em torno das leis antifumo que entram em vigor neste mês parece ter servido para alertar a população para as mudanças. A maioria das pessoas ouvidas pela reportagem tem conhecimento sobre a proibição do fumo em locais fechados, mas questiona a falta de fumódromos.
“Ninguém é obrigado a se tornar um fumante passivo, mas não se devia proibir o fumódromo, porque existe o livre arbítrio de cada um”, defende o vendedor Luiz Fernando Marcelino, de 40 anos. A servidora pública e fumante Maísa Lima, de 47 anos, ficou surpresa ao saber sobre a proibição dos fumódromos. “Que absurdo, achei que podia”, protesta. O publicitário Samuel Alves, de 30 anos, que acompanha Maísa no intervalo para o cigarro, lembra que o Paraná é produtor de fumo. “Não faz sentido que o produto daqui seja tão combatido”, pondera.
Se alguns se apegam ao livre arbítrio, outros veem na lei uma forma de dar um empurrão em quem quer largar o cigarro. “Somos prejudicados pelo fumo passivo, mas os próprios fumantes são muito mais”, avalia a estudante Evelyn Lopes, de 19 anos. “O soldador José Alves dos Santos, de 35 anos, vai um pouco mais longe em criticar o hábito do fumo. “Hoje mesmo havia uma pessoa fumando no terminal, na fila do ônibus”, conta. “Ora, se quer prejudicar sua saúde que o faça longe dos outros.”
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