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Arquivo Agência de Notícias Gazeta do Povo / Personagem de várias reportagens, Dona Maria Olívia dizia que trabalhou muito na vida e atribiu a longevidade a uma alimentação baseada em feijão e banana Personagem de várias reportagens, Dona Maria Olívia dizia que trabalhou muito na vida e atribiu a longevidade a uma alimentação baseada em feijão e banana
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Aos 130 anos, morre em Astorga a mulher mais velha do Brasil

Maria Olívia da Silva morreu no início da noite desta quinta-feira (8), no distrito de Içara. Filho contou que ela passou mal após o jantar. Ela havia nascido em 1880

08/07/2010 | 18:34 | atualizado em 09/07/2010 às 20:15
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Morreu no início da noite desta quinta-feira (8), em Astorga (na região Noroeste do Paraná), Maria Olívia da Silva, de 130 anos, considerada a pessoa mais velha do país. Um dos filhos da idosa, Aparecido Silva, contou que ela havia passado mal depois de jantar e não teve tempo de ser socorrida. O corpo está sendo velado na Capela Mortuária do distrito de Içara e o sepultamento será na sexta-feira (9), às 15 horas.

Nascida em 28 de fevereiro de 1880, em Varsóvia, na Polônia, dona Maria Olívia veio para o Brasil aos 3 anos, sendo registrada em Itapetininga (SP). Apesar da idade, ela não é reconhecida oficialmente como a mulher mais velha do mundo pelo Guinness Book, o livro dos recordes, já que os documentos originais foram perdidos em um incêndio. No entanto, as provas apresentadas pela família da idosa foram analisadas e reconhecidas pelo RankBrasil, o livro dos recordes brasileiros.

Idade não foi reconhecida fora do Brasil

Os documentos de Maria Olívia da Silva apontam que ela nasceu em 28 de fevereiro de 1880 em Itapetininga, interior de São Paulo. Com isso, ela superaria a francesa Eugénie Blanchard, de 114 anos, atualmente reconhecida como a mulher mais velha do mundo pelo Grupo de Pesquisa de Gerontologia, dos Estados Unidos.

O problema de oficializar dona Maria Olívia com o recorde mundial está na falta informações mais precisas sobre seu nascimento. Existe a dúvida se ela nasceu ou se foi apenas registrada em Itapetininga, já que ela afirma ter vindo da Polônia com seus pais.

Além disso, seu filho contou que, na década de 1960, um incêndio na casa em que moravam, em Centenário do Sul-PR, destruiu todos os documentos da mãe. Mais tarde, uma nova certidão de nascimento foi tirada em Porecatu, onde a família foi morar em 1970. Os documentos foram analisados e reconhecidos pelo RankBrasil, o livro dos recordes brasileiros.

Sendo ou não a mulher mais velha do planeta, dona Maria Olívia se tornou destaque em jornais, revistas e programas de tevê do mundo todo. Entre os veículos que já divulgaram sua história, estão o “Corriere Della Sera”, da Itália; “The Pueblo Chieftan” e o “Tucson Citzen”, dos Estados Unidos; “Dagbladet”, da Noruega; e “IOL” da África do Sul. Até mesmo a renomada revista científica “Live Science” noticiou o fato.

Ela residia em um casebre de madeira em Içara, distrito rural do município de Astorga, a cerca de 50 quilömetros de Maringá. Dona Maria Olivia criou 14 filhos (quatro adotados), dos quais apenas três estão vivos. Estima-se que a recordista tenha aproximadamente 400 netos, bisnetos e tataranetos.

Uma vida de muita história

Dona Maria Olívia viveu em mais de dez lugares diferentes (como Porecatu-PR, Centenário do Sul-PR e Presidente Bernardes-SP), mas nunca abriu mão da vida no campo. Desde criança trabalhou na roça, ajudando a plantar feijão, capinar grama e a colher algodão e café.

Casou-se pela primeira vez aos 12 anos, mas foi abandonada pelo marido, que a deixou para ficar com outra mulher. Dessa união teve uma filha. Depois, aos 28 anos, casou-se novamente, e teve mais nove filhos. O segundo marido, Benedito Honório da Silva, morreu aos 84 anos.

Personagem de várias reportagens, Dona Maria Olívia dizia que trabalhou muito na vida e atribiu a longevidade a uma alimentação baseada em feijão e banana.
Nos últimos anos, estava com grande dificuldade para se locomover.

Pesava cerca de 30 quilos, contava com 50% da visão e 20% da audição, e tinha problemas no rim, no coração e no pulmão. Por causa da saúde, Maria Olívia passava a maior parte do dia sentada em um sofá próximo à porta da casa, de onde observava o movimento da rua.

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