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Divulgação Pedala Maringá

Divulgação Pedala Maringá / Evento no início de junho reuniu cerca de 450 ciclistas maringaenses Evento no início de junho reuniu cerca de 450 ciclistas maringaenses
Lazer

Números de adeptos ao ciclismo cresce em Maringá

A cidade conta com, pelo menos, seis grupos de ciclistas organizados que contam com a ajuda das redes sociais para divulgar a paixão e aumentar a adesão ao esporte na cidade

30/06/2012 | 00:03 | atualizado em 30/06/2012 às 11:49
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O número de adeptos do ciclismo tem crescido em Maringá graças, especialmente, à divulgação da prática nas redes sociais. Interessados na modalidade se encontram em fóruns de discussão e compartilham o interesse pelo esporte, circuitos, técnicas e formam novos grupos de amigos. Atualmente, são seis grupos organizados que contam com, pelo menos, 20 participantes frequentes cada um. No início deste mês, um encontro anual reuniu 450 ciclistas na cidade.

Um dos mais recentes grupos é o “Pedala Maringá” que reúne toda quinta-feira cerca de 30 ciclistas iniciantes que pedalam pelo menos 10 quilômetros. O “Pedala” surgiu há apenas três meses como um grupo de incentivo e divulgação de horários e datas das pedaladas.

Itens essenciais para pedalar com segurança:

- Adesivos refletivos (no quadro, rodas, pedal e capacete)

- Roupas claras para pedalar a noite

- Lanternas dianteira e traseira

- Capacete

- Proteção para cotovelos e joelhos

- Luvas

- Pedalar a 1,5 metros dos veículos

Grupo para iniciantes em Maringá:

- Pedala Maringá – todas às quintas-feiras, às 19h30 Saída: ATI do Parque do Ingá

- Pedal noturno – todas às terças-feiras, às 18h30

O grupo atrai desde ciclistas experientes até quem se aventura há pouco. Elson Rabechi, de 31 anos, participa do grupo há um mês. Ele conta que já tinha uma bicicleta em casa, mas faltava o incentivo. Rabechi ficou sabendo da existência do grupo pelo Facebook e, em seguida, comprou todos os itens de segurança para poder levar a filha de quatro anos para pedalar. “Temos pouco tempo juntos e acho que é uma atividade mais próxima do que se cada uma andasse na sua bicicleta. Ela é minha companheira de pedaladas”, conta enquanto a menina aperta a buzina da bicicleta com força.

Mesmo com apenas um mês de exercícios, ele afirma que já vê resultados. “Tudo está melhor: meu humor, meu sono e minha disposição física. Quando eu era sedentário não tinha vontade de fazer nada, faltava ânimo.”

No entanto, Rabechi acredita que a falta de educação no trânsito é o maior empecilho para uso diário da bicicleta em Maringá. Ele conta que o trajeto entre sua casa e o ponto de partida do grupo, a ATI do Parque do Ingá, ele precisa cruzar a Avenida Colombo. “É impossível pedalar sozinho ali, ainda mais carregando uma criança.”

Para se sentir mais seguro, muitos ciclistas estão descobrindo que pedalar em grupos os torna mais visíveis para o tráfego intenso das grandes cidades. O empresário Cleber Gazoli pedala há seis anos e defende a segurança de pedalar em um número maior de pessoas. “É mais fácil para o motorista visualizar, além de ser mais gostoso já que a tem com quem você trocar ideia, fazer amigos. Já pedalei sozinho, mas não gosto mais não.”

Bicicleta como socialização

Marcelo Costa é um dos idealizadores do grupo “Pedala Maringá” e defensor da utilização do veículo no transporte urbano. Além de incentivar o uso da bicicleta no lazer e na substituição do carro “mesmo que em um dia da semana”, Costa defende ideias como transporte público integrado, ampliação de ciclovias e ciclofaixas.

“Já apresentamos algumas propostas para a Setran [Secretaria de Transportes] que nos ouviu. Mas é preciso que o Poder Executivo e Legislativo entendam que o uso da bicicleta deve ser uma realidade para uma cidade sustentável.” Costa afirma ainda que para que a ações de incentivo ao uso do transporte limpo tenham efeito é preciso que haja a conscientização da população. “O trânsito é uma realidade de todos, mas sabemos que essa consciência é um trabalho a longo prazo.”

Entre as medidas mais imediatas propostas pelo grupo está a adoção de ciclofaixas aos domingos, no centro da cidade, a exemplo do que ocorre em Curitiba. Lá uma faixa sinalizada no asfalto e agentes de trânsito garantem a segurança e o lazer dos ciclistas domingueiros. “Acreditamos que essa é uma alternativa interessante de lazer, integração social e qualidade de vida”, afirma o idealizador do “Pedala Maringá”.

Costa explica que a proposta já atingiu o status de Projeto de Lei na cidade, em que as ciclofaixas da área central integrariam o Parque do Ingá e Bosque II. No entanto, o projeto não foi aprovado e, segundo Costa, discutido com propriedade pelos governantes.

Além das ciclofaixas, um estudo que ampliaria as ciclovias em Maringá para 95 quilômetros, de autoria de Thiago Botion Neri já foi apresentadas na cidade. “Essa ideia de ciclovias interligadas abrange, praticamente, a cidade inteira. É interessante porque garante uma separação física do ciclista e dos carros, o que aumentaria a segurança.”

Mesmo sem ações definitivas em prol dos ciclistas, Marcelo Costa incentiva quem deseja começar a praticar o esporte. “O importante é pedalar. Isso não é uma tortura, mas uma diversão. Saia aos domingos com seu filho ou amigos e veja como é bom”, defende.

Gosta de pedalar? Então conheça o blog Ir e Vir de Bike, de Alexandre Costa Nascimento da Gazeta do Povo.

No site “Pedala Maringá” você tem dicas para montar e começar a investir em uma boa bicicleta, horários dos encontros e novidades para os ciclistas na cidade.

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