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Priscila Forone/Gazeta do Povo / Ao avistar uma água-viva na areia da praia, recomendação é para que o veranista não toque nela Ao avistar uma água-viva na areia da praia, recomendação é para que o veranista não toque nela
saúde

Queimadura por água-viva pode causar reações alérgicas graves

Desde o começo da Operação Verão, no dia 19 de dezembro, foram registrados 274 casos de queimaduras por contato com o animal

07/01/2009 | 15:16 |
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Nessa temporada 274 pessoas já sofreram queimaduras por água-viva no Litoral paranaense. A lesão acontece quando o banhista encosta no animal, que libera uma substância tóxica, venenosa e urticante. Logo a pessoa sente a queimadura e percebe a formação de uma bolha no local. A orientação é de que sempre que for entrar no mar, o veranista fique atento à presença da água-viva, pois na maioria das vezes ela flutua na superfície da água.

Cada organismo reage de uma forma ao contato com a substância tóxica. A pessoa que for queimada precisa procurar um médico imediatamente. “Pode ocorrer desde uma simples urticária até casos mais graves - principalmente se a pessoa for alérgica -, com edema da glote (trancamento da passagem do ar na garganta e vias respiratórias) e choque anafilático (reação alérgica intensa) e taquicardia”, afirma o médico Luiz Carlos Pereira, chefe do serviço de Dermatologia da Santa Casa de Curitiba. Casos fatais são raros, desde que as reações citadas anteriormente sejam tratadas com rapidez.

Confira outros cuidados que se deve ter com a água-viva

- Se um pedaço da água-viva ficar colado na pele, utilize luvas ou uma pinça para removê-lo

- Não esfregue e nem coce o lugar queimado

- Se sentir dor de cabeça e enjoo procure o médico, pois é sinal de intoxicação

- Nunca coloque gelo, pasta de dente, óleo, pomada ou urina na ferida porque poderá infeccionar

- O local queimado não deve ser exposto ao sol nas semanas seguintes, pois a pele estará sensível e também poderá ficar manchada

Fonte: Luiz Carlos Pereira - médico dermatologista

Segundo o médico, o grande perigo é entrar em contato com várias água-vivas, pois a quantidade da substância tóxica liberada seria muito grande e desencadearia uma reação alérgica bastante intensa.

Já o tenente Leonardo Mendes dos Santos, relações públicas do Corpo de Bombeiros, alerta que o cuidado com as crianças tem que ser redobrado. “Elas são mais sensíveis e o veneno da água-viva pode causar intoxicação com mais facilidade”, explica. “Não só por causa da água-viva, mas crianças nunca devem brincar sozinhas no mar. Há o risco de afogamento e de se perderem”, complementa Santos.

Orientações

De acordo com o tenente Santos, caso encoste ou pise em uma água-viva a pessoa nunca deve arremessá-la ou bater no animal, pois poderá haver queimaduras nas mãos, pés e até no rosto. “É preciso ter cuidado também quando for auxiliar alguém que teve contato com a água-viva, pois a substância urticante também pode queimar”, afirma Santos.

É preciso sair do mar imediatamente quando sentir a ardência ou perceber que encostou em uma água-viva. Pois há o risco de ser queimado novamente ou até se afogar porque a substância tóxica pode causar queda de pressão, além da reação alérgica.

O local em que se formou a bolha deve ser lavado com a água salgada do mar ou com soro fisiológico gelado. Nunca se deve colocar água doce ou quente no ferimento, pois fará com que a bolha se rompa e o veneno do animal penetre na pele. “A queimadura da água-viva pode causar inflamação da pele. Nos casos de maior gravidade, o processo alérgico também pode chegar a comprometer alguns órgãos internos”, explica o médico Luiz Carlos Pereira.

No local da queimadura pode ser colocado um pouco de vinagre para aliviar a ardência e ajudar que pedaços do animal desgrudem da pele. Em seguida é preciso procurar atendimento médico, para que a pessoa seja examinada e saiba como está o coração e a pressão. “O médico irá aplicar uma pomada antialérgica e uma anti-inflamatória. É preciso ressaltar que o tratamento não pode ser feito por um leigo. Pois em alguns casos é preciso utilizar até corticóides (anti-inflamatório potente) e isso não pode ser feito em casa, apenas com prescrição médica”, alerta o chefe da Dermatologia da Santa Casa.

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