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Daniel Castellano/ Gazeta do Povo

Daniel Castellano/ Gazeta do Povo / Vista da Assembleia, a partir da Praça Nossa Senhora de Salette: 182 servidores efetivos foram considerados sem função pelo atual comando da Casa, que não os quer nos setores administrativos Vista da Assembleia, a partir da Praça Nossa Senhora de Salette: 182 servidores efetivos foram considerados sem função pelo atual comando da Casa, que não os quer nos setores administrativos
Funcionalismo

Lista do limbo mostra “limpeza” da atual gestão da Assembleia

Relação dos 182 servidores considerados sem função inclui dirigentes e aliados da antiga administração da Casa, acusada de irregularidades. Ex-governador Pessuti e sua esposa também fazem parte do grupo

Publicado em 03/06/2011 |
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A lista de funcionários do ?limbo? da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) ? servidores efetivos considerados pela atual gestão da Casa como sem função ou com baixa qualificação para continuar trabalhando ? mostra que a nova diretoria decidiu afastar pessoas que, de alguma forma, estão ligadas à administração anterior. O atual comando da Assembleia, encabeçado pelo deputado Valdir Rossoni (PSDB), tomou posse em fevereiro, substituindo uma administração envolvida numa série de denúncias de irregularidades, reveladas pela série de reportagens Diários Secretos, da Gazeta do Povo e da RPC TV.

Servidores da relação não são encontrados

A Gazeta do Povo procurou, durante dois dias, todos os funcionários do “limbo” citados pela reportagem. Porém nenhum foi localizado para comentar o caso. A reportagem esteve na terça-feira no prédio da Assembleia. Nenhum deles estava no local onde outros funcionários considerados sem função estão concentrados, o plenarinho. Outros servidores que estavam no local informaram que a maioria dos citados na lista não comparece à Assembleia.

A Gazeta do Povo ainda procurou os servidores citados por meio dos números de telefones que constam na lista telefônica. Ninguém atendeu.

Também foram procurados advogados de ex-diretores da As­­­sembleia. O advogado Mardes Es­­­per Maués, que representa o ex-diretor de pessoal Cláudio Mar­­­ques, preferiu não comentar o caso porque não encontrou o cliente.

O advogado Eurolino Sechinel Reis, que defende os ex-diretores Abib Miguel e José Ary Nassiff, disse que o assunto não afeta seus clientes, já que os funcionários do “limbo” são apenas parentes. “Isso se refere a servidores, que são maio­­­res de idade e responsáveis por seus atos. Eventuais colocações de disponibilidade, exoneração, afetam exclusivamente esses servidores e não meus clientes”, respondeu.

Emerson Fukushima, advogado do Sindicado dos Servidores do Legislativo (Sindilegis), disse que de todos os servidores do “limbo”, apenas cerca de 50 entraram em con­­­­­tato com o sindicato. Ele disse que desconhece a listagem. (KK e MS)

Veja a relação completa dos servidores do ?limbo?
VÍDEO: Veja os comentários de Rogério Galindo e Ricardo Medeiros sobre o caso dos servidores do "limbo" da Assembleia
A relação dos servidores do ?limbo?, obtida com exclusividade pela Gazeta do Povo, traz o nome de 182 pessoas que estavam alocadas nos setores administrativos da Assembleia. Vários detinham cargos de comando em gestões passadas e há ainda parentes dos três ex-diretores que foram presos no ano passado acusados de integrar uma quadrilha que desviou mais de R$ 200 milhões dos cofres públicos por meio da contratação de funcionários fantasmas e laranjas. A listagem inclui ainda o ex-governador do Paraná Orlando Pessuti e sua esposa, a ex-primeira-dama Regina Fischer Pessuti. Ambos foram considerados pela nova diretoria servidores sem função para a Assembleia (leia mais sobre eles na reportagem da página 14). Ex-diretores e parentes O ex-diretor de pessoal da As­­sembleia Cláudio Marques da Silva, que foi preso em 2010 e responde na Justiça pelos crimes de formação de quadrilha e desvio de dinheiro público, é um dos 182 servidores que a nova gestão não quer mais na Casa e espera ceder para o governo estadual, algum gabinete de deputado ou alguma comissão legislativa que queira recebê-los. Antônio Carlos Gulbino, nomeado pela gestão anterior para substituir Marques da Silva, também aparece na lista do ?limbo?. Isabel Stein Miguel, filha do ex-diretor-geral do Legislativo Abib Miguel, o Bibinho, é outro nome que consta na relação de servidores sem utilidade para a atual administração da Assembleia. Bibinho é acusado pelo Ministério Público Estadual de chefiar a quadrilha que desviou dinheiro dos cofres da Assembleia por meio do esquema dos Diários Secretos. No ?limbo?, também estão parentes de outro envolvido nas denúncias, o ex-diretor administrativo José Ary Nassiff. Fazem parte da lista a esposa dele, Joceli Piatkowski Nassiff; o genro José Tadeu Lúcio Machado (que também é ex-deputado estadual e ex-primeiro-secretário da Casa) e a irmã do ex-parlamentar Marly Lúcio Machado. A mulher de Nassiff é alvo de um processo interno da Assembleia por abandono de emprego. Desde que a nova diretoria assumiu, em fevereiro deste ano, Joceli não aparece para dar expediente, segundo a atual administração. De acordo com informações da diretoria de pessoal da Casa, o ex-deputado Lúcio Ma­­­chado não recebe salários desde março porque também não aparece para trabalhar. Outro que está na lista e foi preso no ano passado é o servidor João Leal de Matos. Ele foi detido sob a acusação de cooptar familiares para o esquema de desvio de dinheiro por meio da contratação de servidores fantasmas. Além dos parentes de ex-diretores envolvidos em casos de irregularidades, no ?limbo? estão ainda nomes de funcionários que ocuparam cargo de chefia na antiga administração da Assembleia e até de parentes de ex-deputados estaduais. Geraldine Cecília Cartário Ribeiro e Geraldo Cartário Ribeiro Júnior são filhos do ex-deputado Geraldo Cartário e figuram na relação de funcionários sem função. Acomodação Na terça-feira, os deputados estaduais aprovaram um projeto de lei que permite que cada um dos 54 gabinetes parlamentares acomodem até dois funcionários do ?limbo?. Dos 182 funcionários considerados sem utilidade pela nova diretoria da Assembleia, 59 já foram acomodados por parlamentares. E, até ontem, dez funcionários já haviam concordado em trabalhar no governo do estado. A atual direção da Casa espera que esses números cresçam até hoje, prazo final dado pelo presidente da Assembleia, Valdir Rossoni, para que os servidores optem por ir trabalhar no governo ou sejam aceitos em algum gabinete ou comissão. Caso contrário, os funcionários poderão ficar em casa, mas terão seus salários cortados proporcionalmente de acordo com o tempo de serviço que eles têm no Legislativo, conforme prevê uma lei estadual. Nesta sexta-feira, Rossoni também deve anunciar os nomes dos servidores que serão cedidos para o governo do estado. Os que não aceitarem a transferência serão cedidos por decreto. Procurada pela Gazeta do Povo, a assessoria de imprensa da Assembleia Legis­­lativa informou que Rossoni só vai falar hoje sobre funcionários do ?limbo?.
Interatividade: O afastamento dos servidores do ?limbo? dos setores administrativos da Assembleia foi correto ou incorreto? Por quê? Escreva para leitor@gazetadopovo.com.br As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor

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