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Fotos: Josué Teixeira/ Gazeta do Povo e Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo

Fotos: Josué Teixeira/ Gazeta do Povo e Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo / Richa: popularidade alta; Gleisi: principal opositora; Requião: isolado no PMDB Richa: popularidade alta; Gleisi: principal opositora; Requião: isolado no PMDB
Disputa em 2014

Eleição para o governo do estado pode ser acirrada

Levantamento do Paraná Pesquisas mostra quatro candidatos empatados tecnicamente em segundo lugar, atrás do atual governador Beto Richa

Publicado em 27/12/2012 |
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Dependendo dos envolvidos, a corrida eleitoral para o governo do estado em 2014 pode ser bastante acirrada. Levantamento feito pelo instituto Paraná Pesquisas, a pedido da Gazeta do Povo, mostra que, em um dos cenários, cinco possíveis candidatos teriam mais do que 10% dos votos. Já nos cenários de segundo turno a vantagem é do atual governador, Beto Richa (PSDB). Entretanto, a pesquisa espontânea revela que 69% dos paranaenses ainda não têm candidato de preferência.

INFOGRÁFICO: Cenários mostram disputa acirrada em 2014

Mesmo após “sumiço”, Osmar ainda tem votos

“Sumido” desde as eleições de 2010, o ex-senador Osmar Dias (PDT) ainda tem prestígio e voto entre os paranaenses. De acordo com levantamento do instituto Paraná Pesquisas, ele foi mais lembrado que Ratinho Jr. (PSC) e Gustavo Fruet (PDT) como um candidato para o governo do estado. Em pesquisa estimulada, ele ficou em quarto lugar entre os citados, com 15%, mas em empate técnico com a ministra-chefe Gleisi Hoffmann (PT) e com o senador Roberto Requião (PMDB).

O diretor do instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo Lopes de Oliveira, avalia como uma “surpresa” o alto número de eleitores que dizem hoje que dariam um voto a Osmar Dias, uma vez que seus principais adversários estão diariamente nos noticiários por causa dos cargos que exercem ou por terem participado de eleições há menos de três meses.

Candidato ao governo do estado em 2006 e 2010, Osmar Dias terminou as duas eleições em seguindo lugar. Na primeira, perdeu para Roberto Requião (PMDB). Na segunda, para Beto Richa (PSDB). Em 2011, assumiu a vice-presidência de Agronegócios do Banco do Brasil.

Bastidores

Em entrevistas, o ex-senador se mostrou decepcionado com seus aliados após a campanha de 2010, mas não deixou de atuar nos bastidores. Foi fundamental, por exemplo, para a atração de Fruet para o seu partido, em 2011. Entretanto, não participou nem da campanha de Fruet, nem esteve presenta no palanque de outros aliados, alegando impedimento em função do cargo exercido.

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Em um cenário com Richa, Gleisi Hoffmann (PT), Roberto Requião (PMDB), Osmar Dias (PDT) e Ratinho Jr. (PSC), as eleições poderiam ser mais emocionantes que o primeiro turno da capital em 2012. Richa aparece na liderança com 29% dos votos totais. Já os outros quatro nomes estariam todos empatados tecnicamente. A ministra teria 17%; o senador, 16%; o ex-senador, 15%; e o deputado federal, 14%.

Entretanto, as últimas movimentações políticas mostram que Requião tem poucas chances de se candidatar ao governo do estado, já que ficou isolado dentro de seu partido. Osmar e Ratinho também são nomes incertos: o primeiro está afastado da política local desde a derrota nas eleições de 2010, enquanto o segundo ensaia uma aproximação com o grupo político de Beto Richa. Em uma disputa apenas com Gleisi, Richa teria hoje uma vitória mais tranquila: faria 51%, contra 36% da petista. Contra Requião, Richa venceria por 55% a 31%; e contra Osmar, por 50% a 35%.

Avaliação

Para o diretor do instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo Lopes de Oliveira, os números são favoráveis ao atual governador. “A popularidade do governo está boa e os números são razoáveis, o que mostra que ele é um candidato forte à reeleição”, afirma. Para ele, se Richa conseguir manter uma avaliação positiva nos próximos dois anos, é favorito à reeleição.

Entretanto, o cenário aponta que os outros possíveis candidatos ainda são fortes e podem estragar a festa do governador. Três deles (Gleisi, Requião e Osmar Dias) estiveram juntos na última eleição e, somados, têm 48% das intenções de voto.

Já o cientista político Emerson Cervi, da Uni­­­versidade Federal do Paraná (UFPR), avalia que ainda é cedo para qualquer previsão, já que 69% dos eleitores ainda não sabem em quem votar. Para ele, a pesquisa confirma apenas a alta visibilidade que alguns nomes da política paranaense têm neste momento, já que exercem um cargo público ou participaram de eleições em 2012.

Ele avalia, no entanto, que o atual cenário deixa um espaço a ser preenchido por uma candidatura da direita no Paraná. Para ele, todos os outros nomes fortes na disputa estão no espectro da centro-esquerda. Logo, haveria um espaço que poderia ser preenchido por um candidato mais conservador.


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