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Infraestrutura

Estados do Sul unem discurso por ferrovia que passe pelo interior

Projeto que passaria pelo Oeste da região não exclui o traçado proposto pelo governo federal na apresentação do Programa de Investimentos em Logística

Publicado em 19/09/2012 |
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Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul defendem a inclusão de uma ferrovia que integre a produção agrícola do Oeste dos três estados no Programa de Investimentos em Logística (PIL), pacote de concessões de R$ 133 bilhões lançado pelo governo federal no mês passado. A demanda foi reforçada ontem, durante audiência pública na Câmara dos Deputados com parlamentares, secretários estaduais e representantes dos ministérios da Agricultura e dos Transportes. Extensão da ferrovia Norte-Sul, a obra vai passar a partir do mês que vem por estudos de viabilidade, que devem ser finalizados em um ano. Essas análises serão divididas em dois trechos. O primeiro começa em Panorama (SP), passa por Maringá (PR) e termina em Chapecó (SC). O outro liga Chapecó até o Rio Grande (RS).

Segundo os parlamentares, esse traçado não é um projeto alternativo à proposta apresentada pelo governo no lançamento do PIL, que previa uma ferrovia entre a cidade de São Paulo e Rio Grande, cruzando o Leste dos estados da Região Sul. O trecho entre Maracaju (MS) e Paranaguá (PR) – que ainda não conta com uma definição de qual é o melhor caminho para chegar ao litoral paranaense – também continua sendo apoiado pelos deputados.

Universidades

UFPR vai cooperar nos estudos sobre a linha Cascavel-Paranaguá

O diretor de planejamento da Valec, Josias Sampaio Cavalcante Júnior, disse ontem que o estudo de viabilidade da ferrovia entre Maracaju (MS) e Paranaguá será dividido em dois. O primeiro, de Maracaju a Cascavel (PR), está em fase final de licitação e deve começar a ser executado em outubro. O outro, de Cascavel a Paranaguá, será licitado no final no próximo mês e vai contar com a cooperação técnica da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Esse segundo estudo também incluirá a avaliação de uma outra linha férrea, que vai ligar as cidades catarinenses de Chapecó a Itajaí, com apoio técnico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “As universidades vão captar as informações locais e apresentar propostas dentro da visão do que é melhor para os estados”, afirmou Cavalcante Júnior.

No caso paranaense, o estudo vai mostrar se a melhor opção para se chegar a Paranaguá é por meio da construção de uma linha direta a partir da Lapa ou por um sistema binário, defendido pelo governo federal, em que as cargas descem por Santa Catarina, passando por Mafra e São Francisco do Sul, antes de chegar ao litoral do Paraná. Na volta, os trens subiriam a serra pela ferrovia já existente entre o porto e Curitiba.

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“O ideal é fazer as duas linhas”, disse o secretário da Representação do Rio Grande do Sul em Brasília, Hilderaldo Caron. Segundo ele, a revitalização do trecho entre São Paulo e Rio Grande ao Leste não resolve os principais problemas de logística para a produção agroindustrial do Sul.

“Se não chegar à agroindústria, qualquer traçado de pouco adianta. A tendência, enquanto não tivermos essa ferrovia no Oeste, é que a situação econômica das cidades dessa região se agrave cada vez mais”, afirmou o secretário de Infraestrutura de Santa Catarina, Valdir Vital Cobalchini.

José Richa Filho, que ocupa o mesmo cargo no governo paranaense, ressaltou que o assunto vem sendo debatido há mais de um ano e que também conta com o apoio do Mato Grosso do Sul. O consenso, segundo ele, é que é necessário melhorar a infraestrutura para o escoamento da produção agrícola da região, especialmente de grãos, como milho e soja.

O diretor de planejamento da Valec (estatal ligada aos Transportes que administra as ferrovias federais), Josias Sampaio Cavalcante Júnior, explicou que os custos com os estudos para a construção da ferrovia no Oeste vão sair do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). De acordo com ele, no entanto, após a conclusão dessa análise, a obra ainda poderá ser incluída no PIL – ou seja, entrar no pacote de ferrovias que serão concedidas à iniciativa privada. A expectativa é que os empreendimentos do PIL sejam concluídos mais rapidamente que os do PAC.

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