Quinta-feira, 09/09/2010
Aumento de 150% no imposto das caminhonetes de luxo, as preferidas dos parlamentares, teria sido aprovado “sem querer”. Agora eles solicitam a redução
Publicado em 05/02/2009 | Kátia ChagasOs deputados estaduais aprovaram ontem um requerimento cobrando do governo do Paraná a redução do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para 2009. Mas a grande maioria dos donos de veículos não deve criar expectativas de uma redução do tributo porque a reivindicação só vale para caminhonetes de luxo, modelos que podem custar até R$ 150 mil e que são os preferidos de boa parte dos parlamentares.
O pedido para que seja revisto o valor do imposto partiu de deputados da própria base aliada do governador Roberto Requião (PMDB). O argumento é de que o IPVA das caminhonetes de carga, com capacidade para 5 passageiros, teve um aumento de 150% neste ano. A alíquota do imposto, que incide sobre o valor de mercado dos veículos, passou de 1% para 2,5%.
O curioso é que a própria Assembleia Legislativa havia aprovado por unanimidade a mensagem do IPVA do governo com as novas regras de cobrança do imposto em dezembro do ano passado. Mas a alteração da alíquota passou despercebida.
Os deputados que são donos de caminhonetes só ficaram sabendo do reajuste ao receber os boletos de cobrança do imposto. O deputado Edson Strapasson (PMDB), autor do requerimento, reclama que a Assembleia não aprovou nenhum reajuste e exige que a Secretaria da Fazenda volte a cobrar alíquota de 1%.
O deputado Antonio Anibelli (PMDB) foi outro a esbravejar contra a cobrança. Exibiu valores do IPVA de sua Toyota Hilux, modelo 2006. O imposto de 2008, segundo ele, foi R$ 705, mas agora subiu para R$ 1.811,87. “Meteram a mão no bolso dos paranaenses. Eu tenho dinheiro, vendo um boi e pago, mas e o povo que usa o carro e não tem boi pra vender?”
Embora tenha liberado a bancada para aprovar o requerimento, o líder do governo Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) explicou que o estado só cumpriu uma norma legal publicada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) em agosto do ano passado. A medida enquadra as caminhonetes de cabine dupla e carroceria como espécie de carga. Essa mudança de enquadramento é que teria provocado o aumento do IPVA. “Na nossa lei de IPVA do Paraná, esse modelo é considerado carga especial e tem alíquota de 2,5%”, disse. “Além do mais, são caminhonetes de boiadeiros e fazendeiros. Se vender um boi dá para pagar.”
A discussão ficou concentrada nas caminhonetes, mas o IPVA dos demais veículos, fixado acima do preço de mercado, não recebeu atenção. Para as regras de cobrança deste ano, o governo estadual usou como referência a tabela Fipe de setembro de 2008. Mas os veículos sofreram uma desvalorização média de 20% no fim do ano. Na prática, isso significa que todos vão pagar mais imposto do que o valor base dos veículos.
Strapasson chegou a apresentar um requerimento pedindo que o governo revesse os valores, mas acabou retirando de pauta. A justificativa do governo foi de que o estado agiu dentro da lei, cobrou de acordo com a tabela da época e não tem culpa que o preço dos carros caiu. O líder da oposição, Élio Rusch (DEM), disse que o se o governo não fizer nada para rever a tabela de referência vai deixar clara a intenção de apenas querer “engordar os cofres”.
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Para os srs. deputados reclamarem somente do IPVA de suas camionetes de luxo é uma afronta à população, quando todos são obrigados a pagar um imposto que não reverte nada para o contribuinte, fiscalização policial nas estradas, só quando é para multar os motoristas, pois o restante´fica por conta do pedágio, agora por que eles não criticam ao fazer caixa para financiar as suas aposentadorias? E para o povo. A aposentadoria do INSS, se conseguir.
Mário Liberato | 05/02/2009 | 16:57É incrivél nos vermos esse tipo de noticiário sendo discutidos por pessoas corruptas e inescrupulosos que estão penssando somente no seus respectivos rabos, nos tinhamos é que escolher melhores nossos politicos, porquê depois de derramado o leite não tem mais jeito, grande população trabalhadora de Curitiba, vamos tirar esses traíras da politica paranaense, todos no olho da rua, pé na bunda deles, lembre-se do nome de todos os safados na proxima eleição, para que absurdos desses não ocorra mais.
JOSÉ TEIXEIRA | 05/02/2009 | 15:42O deputado Antonio Anibelli (PMDB) foi outro a esbravejar contra a cobrança. Exibiu valores do IPVA de sua Toyota Hilux, modelo 2006. O imposto de 2008, segundo ele, foi R$ 705, mas agora subiu para R$ 1.811,87. “Meteram a mão no bolso dos paranaenses. Eu tenho dinheiro, vendo um boi e pago, mas e o povo que usa o carro e não tem boi pra vender?” COM ESTE TESTO EU COMEÇO O MEU COMENTÁRIO: Triste lêr e ouvir uma coisa destas, um DEPUTADO eleito pelo povo se justificar assim. NÃO TEM VERGONHA?
odete | 05/02/2009 | 15:37eles so pensam neles não achega ja quanto ganham ? imagime se ganhace salario do trabahador então deve baixar de todos os carros?ou andem de carro popular?
marcio sandino | 05/02/2009 | 15:00A aliquota do meu Ka 2005 é de 2,5%. Não sou fazendeiro e acho ridículo e ultrapassado a disseminação dessas caminhonetes gigantes no trânsito urbano de Curitiba. Muitos usam essas caminhonetes para ir ao shopping e abusam de seu tamanho em manobras arriscadas. Se alguma aliquota tem que diminuir é a dos veículos menores, que poluem menos, oferecem menos riscos a todos e ocupam menos espaço no trânsito.
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