Domingo, 05/09/2010
Hedeson Alves/ Gazeta do Povo
Serra, Requião e Pessuti: Apoio nacional aos tucanos caso PT insista em aliança com PDT no estado
Pela primeira vez, governador admite possibilidade de estar com tucano na disputa presidencial. Mas aliados não acreditam na hipótese
Publicado em 16/03/2010 | Kátia Chagas e Heliberton CescaEssa é a primeira vez que o governador fala abertamente sobre uma aliança do PMDB com o PSDB. Embora a proximidade de Requião com Serra e com a ala do PMDB paulista que apoia a candidatura do tucano seja antiga, até hoje ele não tinha admitido abertamente a possibilidade de estar com o PSDB na eleição presidencial. Deputados do próprio partido do governador e aliados petistas, porém, não acreditam que Requião leve adiante a ideia.
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Agência Estado
São Paulo - Em São Paulo, o PMDB e tucanos já estão juntos. Tanto que obtiveram ontem na Justiça Eleitoral a suspensão da propaganda partidária que o PT vinha exibindo na TV – apenas para São Paulo. Na peça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta aproximar sua pré-candidata à Presidência, ministra Dilma Rousseff, do estado. Na propaganda, Dilma afirma que tem “muito carinho e respeito” por São Paulo e Lula emenda que ela é uma “mineira com a cara e a alma de São Paulo”.
“Eu entendi a frase ‘nós se finge de leitão para mamar deitado’ como uma declaração de apoio à Dilma”, afirmou o presidente do PT estadual, Ênio Verri. A declaração foi feita por Requião na sexta-feira em Araucária, na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da minsitra Dilma Rousseff, e no sábado, durante encontro estadual do PMDB, no Jockey Club, em Curitiba. Os deputados peemedebistas, Luiz Claudio Romanelli e Nereu Moura, também declararam não acreditar num eventual apoio de Requião a Serra.
No estado
A possibilidade do apoio de Requião a Serra se estender a um acordo estadual com o prefeito Beto Richa, pré-candidato tucano ao governo, é descartada pelo deputado Valdir Rossoni, presidente da legenda no estado. Ele admite que o governador junte-se a Serra, mas não a Richa. “Todo apoio ao nosso candidato à Presidência é bem vindo. Só ao Serra.”
Requião e Richa trocam farpas desde que o prefeito apoiou Osmar Dias na eleição de 2006. Depois disso, Requião acusou o irmão do prefeito, José Richa Filho, de desviar R$ 10 milhões do Departamento de Estradas e Rodagens (DER). Richa chegou a chamar o governador de “desequilibrado”.
Tudo isso pode ser esquecido em nome de objetivos eleitorais do dois lados com a aliança. O governador consegueria apoio para a candidatura dele ao Senado Federal e o PSDB garantiria o apoio do maior partido do Paraná, o PMDB, para a candidatura de José Serra à Presidência da República e ao próprio Richa, pré-candidato a sucessão de Requião. Hoje o PSDB cogita lançar o deputado federal Gustavo Fruet como candidato a senador.“Na verdade o Requião quer servir o Beto Richa (PSDB), num acordo branco ou informal para apoiar a candidatura do PSDB ao governo do estado”, acusou o deputado federal André Vargas (PT).
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