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Comportamento

Cerveja: o teste do consumidor

A incorporação de cervejas estrangeiras por companhias brasileiras fez crescer a oferta de bebidas especiais nas gôndolas dos supermercados. O desafio agora é desenvolver o paladar dos apreciadores da boa e velha loura gelada



Confira que o consumidor pode encontrar nos supermercados de Curitiba





Consumidor das nacionais, Mário Rodrigo topou o desafio do Viver Bem e conheceu novos rótulos


O casal Danielle e Ivan: em busca de novos sabores de cerveja
À medida em que o espaço destinado às cervejas especiais é expandido nos supermercados, fabricantes e distribuidores tentam desvincular o produto do cenário de beira-de-praia. A ideia é criar um novo consumidor que enxergue na bebida algo a mais do que sua capacidade refrescante. O Viver Bem propôs a um típico bebedor de cervejas tradicionais sair da rotina e encarar diferentes marcas das gôndolas. O empresário Mário Rodrigo Ofenbock, 32 anos, topou o desafio. Consumidor cativo, Mário conta que bebe cerveja até em dias da semana quando está muito calor. “Eu gosto muito de cerveja, mas apesar de não ser fiel a uma única marca, sempre escolho as nacionais mais antigas, que consumo desde os 20 anos”, conta.

Ao chegar ao supermercado, o empresário se deparou com uma seleção de cervejas especiais que nunca tinha provado. “Já experimentei algumas cervejas diferentes na Europa, quando estive na Alemanha, Bélgica e Espanha. Mas não pensava em continuar bebendo essas cervejas aqui no Brasil”, diz. Pronto para o desafio, era chegada a hora da degustação. Quem conta o resultado é o próprio Márcio. “Experimentei a alemã Lowenbrau, a brasileira Cerpa, a Stella Artois e a Hoegaarden, belga. As duas últimas me agradaram mais. A Hoegaarden é bem doce”, diz. Ao responder se vai mudar seus hábitos de consumo ele fica em dúvida. “Pode ser que eu compre uma ou outra para variar.”

Mas há quem experimente e vire fã de carteirinha. A assessora sindical Danielle Portela e o marido Ivan Rodolfo Lopes, ambos com 27 anos, já abriram as portas e a geladeira para as cervejas especiais e deram início a uma confraria de cerveja. “O Ivan é chefe de cozinha, então entende bastante de cervejas especiais. Assim que experimentamos os novos sabores de cerveja, já gostamos e na primeira reunião da confraria tivemos 10 amigos presentes. Todos com o objetivo de ampliar o conhecimento”, diz. A próxima reunião da confraria já está marcada para o próximo mês.

O caminho até a prateleira

Os supermercados não teriam espaço para ofertar ao consumidor todas as cervejas especiais produzidas hoje. Por isso, é necessária uma triagem para selecionar quais produtos estarão à venda. Na rede Pão de Açúcar, o gerente comercial do departamento de cervejas e refrigerantes Fábio Rodrigues é um dos responsáveis por essas escolhas. Segundo ele, todos dos dias novos produtos tentam ser comercializados pelo supermercado. Mas é um longo caminho até que o consumidor os encontre nas gôndolas. “São feitas análises comerciais e técnicas do produto e do fabricante. Estudamos se o produto tem qualidade, se é produzido dentro das normas, se a empresa tem capacidade de atender a demanda da rede e se haverá aceitação do público. Para isso, são feitas visitas à fábrica e testes de mercado”, conta. Até que a cerveja passe a ser encontrada em todas as lojas da rede, existem outras etapas. “São feitas ações promocionais, degustações e até eventos com mestres cervejeiros para ensinar como consumir o produto e explicar a diferença entre as cervejas vendidas. À medida que o produto vai tendo boa aceitação nas lojas em teste, sua distribuição vai sendo expandida”, explica

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