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Comportamento

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Edinho e Marcelo trabalham todos os dias na manutenção e ampliação do restaurante Vivere Parvo, que fica em meio à Mata Atlântica…



Edinho e Marcelo trabalham todos os dias na manutenção e ampliação do restaurante Vivere Parvo, que fica em meio à Mata Atlântica


Edinho e Marcelo trabalham todos os dias na manutenção e ampliação do restaurante Vivere Parvo, que fica em meio à Mata Atlântica
Há cerca de dez anos, quatro famílias de Brasília decidiram abandonar a capital federal para viver no meio da mata atlântica no Paraná. Entre elas, a família de Ede de Souza Monteiro Jr., 50 anos. Edinho, como é chamado, era programador de sistemas, mas comprou um sítio em Cabaraquara e hoje é dono do restaurante Vivere Parvo.

“Foi um amigo em comum, o Hamilton Kirchner, fundador do projeto Ostra Viva, que nos apresentou a essa região. Não queria que os meus filhos fossem criados em Brasília, uma cidade distante da realidade”, conta o pai de Ede Neto, 24, que hoje vive em Paranaguá; Helena, 21, que se mudou para Florianópolis; e Marcelo, 23, que ajuda a administrar o negócio da família.

Assim como Ede, a maioria dos brasilienses de Cabaraquara vive do cultivo das ostras. Mas, o Vivere Parvo é muito mais do que um restaurante especializado em frutos do mar. Ele e Marcelo idealizaram um verdadeiro oásis tropical, com quiosques, piscina natural, mirante com vista para a baía de Guaratuba e até ofurô. O próximo projeto é construir um circuito de arvorismo.

“A idéia é a pessoa passar o dia aqui. Vivere Parvo significa viver tranqüilo, viver com pouco. É preciso vir sem pressa, para comer bem e curtir a paisagem. Tudo é preparado na hora”, avisa Edinho.

Quem pensa que a vida de pai e filho é um tédio, está enganado. Eles constroem tudo com as próprias mãos. Edinho, que também é artesão, ainda cria peças em mosaico, paredes com garrafões de vinho e outras obras.

“O trabalho é interminável. Além de manter a estrutura que já existe, estamos com um projeto de ampliação. Então temos muito o que fazer”, conta.

Marcelo veio com 13 anos para o Paraná e, apesar de no início estranhar o novo estilo de vida, não o troca por nada. “Hoje, com a internet, não existe isolamento, mantenho contato com pessoas de vários lugares e tenho muitos amigos aqui. Além disso, me sinto livre, faço o meu próprio horário. É muito bom ser dono do seu próprio tempo”, conta Marcelo.

“Morar em um lugar como esse é um aprendizado. Você revê os seus valores, a sua vida. Eu não saberia mais morar em uma cidade grande, onde você não tem para onde fugir da influência da mídia, vive agitado e com medo. Isso aqui é o meu projeto de vida”, conclui Edinho.

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