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Comportamento

Estudante da rede pública vence concurso com redação sobre como vencer a fome

Drissana Bueno, de 14 anos, concorreu com alunos mais velhos e também da rede particular. Agora quer investir o prêmio nos estudos

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Estudante da rede pública estadual, Drissana Rotermel Bueno, de 14 anos, venceu a etapa estadual do Concurso Internacional de Redação de Cartas dos Correios. Aluna da Escola Dona Carola, no bairro do São Francisco, em Curitiba, Drissana levou o primeiro lugar com um texto argumentativo sobre como combater a fome no mundo.

Foi a primeira vez que a curitibana participou de um concurso de redação. “É um reconhecimento, né? Ainda mais eu não sendo de uma escola particular”, disse. Drissana competiu com estudantes das redes pública e particular, inclusive mais velhos.

Com o primeiro lugar, a aluna recebeu R$ 1.000 como premiação – a escola vencedora ganha R$ 2.000. Ela diz que o dinheiro vai ajudá-la a realizar seu sonho: estudar no Colégio Militar do Paraná. “Eu espero poder investir esse dinheiro em um curso preparatório para entrar no Colégio Militar”, afirma.

Embora tenha nascido em Curitiba, Drissana mudou junto com a mãe para Indaial, em Santa Catarina, ainda pequena. O retorno para a capital paranaense foi justamente motivado pelo plano de estudar no Colégio Militar.

A aluna disse que, além do português, se interessa também por história e geografia. Questionada se tira notas boas em outras matérias, Drissana disse: “tenho alguma facilidade para aprender”.

Concurso

A competição é realizada pela União Postal Universal (UPU), em Berna, na Suíça, e todo ano se baseia em um tema diferente. As redações de 2017 deveriam focar em um dos objetivos do desenvolvimento sustentável promovidos pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Sob a batuta da professora de Língua Portuguesa Denise Tesoni de Figueiredo, a turma de Drissana ficou em dúvida entre a educação e o problema da subnutrição mundial. “No fim escolhemos a fome porque não adianta ter educação se não tiver forças para frequentar a escola, né?”, comenta a aluna.

Apenas duas cartas por escola podiam ser escolhidas para efetivamente participar da competição. Uma comissão escolar selecionou as melhores: a de Drissana era uma delas. “A estrutura do ensino da língua portuguesa é a socialização do texto. É importante o aluno entender que ele escreve e é coparticipante de um mundo social. Quanto melhor ele for como produtor e leitor de textos, maior será o desempenho dele socialmente. E os concursos ajudam a dar essa noção para os estudantes”, disse a professora.

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