PUBLICIDADE

Comportamento

Tatuagens contam a história do chef Henrique Fogaça

Conversamos com o jurado do programa MasterChef sobre estilo de vida e os desenhos que carrega por todo o corpo

16907508824_c06c5c098d_h

Quem assiste ao programa MasterChef (Band, 22h30), certamente consegue reconhecer o chef de cozinha Henrique Fogaça, 41 anos. Com fama de bad boy, a pegada rock-n’-roll se confunde a um inesperado bom-mocismo toda vez em que ele se dispõe a ajudar algum dos participantes – nem que seja em pequenos problemas, como os bowls da equipe azul entalados no penúltimo episódio. Em conversa com o Viver Bem sobre seu estilo de vida, Fogaça recusa a fama de carrasco e fala da importância das tatuagens na sua vida.

Fogaça avaliando pratos durante a eliminatória do programa.

Fogaça avaliando pratos durante a eliminatória do programa.

Cada uma de suas tattoos tem história para contar. Algumas representam fatos fraternos, como o coração que traz o nome da filha mais velha, Olívia, de oito anos. Outras falam muito sobre o homem que é, a exemplo da caveira no dorso da mão, um logotipo do In’Omertà 9.15 MC, motoclube do qual participa com ações sociais de gastronomia. Começou a se tatuar ainda garoto – a primeira foi um escorpião, feita aos 15 anos. Ele acha natural registrar na pele o que acontece de importante em sua vida e acredita que os desenhos refletem a sua personalidade. “Tudo remete a algo que vivi ou um período, é por isso que tenho muita coisa relacionada à cozinha, como o fogão que simboliza a abertura do meu primeiro restaurante, o Sal, em 2005”, diz.

Para ele, o método ainda é uma forma bacana de não sofrer com arrependimento pós-tatuagem. “Não precisei pensar muito nisso, fui me tatuando de acordo com cada fase da minha vida, são coisas que fizeram sentido para mim em algum momento e por isso ainda fazem e representam o que eu sou”, comenta. O pensamento também explica o motivo de não ter nada relacionado aos modismos da arte: nenhuma tribal, geométrica ou aquarela, por exemplo. “Elas precisam ser pensadas, é algo que vai ficar para sempre em você. Têm que ter um significado”, alerta. Ele admite porém que sempre pode acontecer de você se arrepender depois. “Mas é melhor se arrepender por algo que teve algum sentido um dia do que se arrepender porque você acha que não tinha nada a ver com você, entende?”, diz.

Braços do chefe estão completamente cobertos.

Os dois braços do chef estão completamente cobertos.

Nascido em Piracicaba, Henrique tentou ser arquiteto, cursou comércio exterior e trabalhou como bancário, e não se lembra de ter passado nenhum perrengue por causa das tatuagens – mas na época em que trabalhava em banco evitava deixá-las à mostra. O chef diz que hoje em dia não tem mais espaço para tatuar, por isso precisou parar. No entanto, seus desenhos geralmente eram feitos pela mesma pessoa. “Eu ia em quem confiava. Você cria um vínculo. Tatuador é como médico que você sempre vai ou o seu restaurante preferido”, compara.

Ter se tornado um chef de cozinha foi um desvio no percurso. Uma mudança no trajeto que o levou a se tornar um dos nomes mais respeitados do cenário gastronômico brasileiro. À frente do Sal Gastronomia, localizado em Higienópolis (bairro nobre de São Paulo), além das panelas, ele se dedica a desenvolver pimentas caseiras e cervejas artesanais, à banda de hardcore Oitão (da qual é vocalista) e ainda dá aulas de culinária para crianças com síndrome de Down.

Entre os outros jurados do MasterChef Paola Carosella e Erick Jacquin.

Entre os outros jurados do MasterChef, Paola Carosella e Erick Jacquin.

PUBLICIDADE