PUBLICIDADE

Histórico

Pare a Delorean, que eu quero descer!

Olhar o vinil rodando no toca-dicos sempre foi, para o ator e músico Marcos Neguers, 30 anos, uma viagem no tempo. Era…

Olhar o vinil rodando no toca-dicos sempre foi, para o ator e músico Marcos Neguers, 30 anos, uma viagem no tempo. Era isso e os ensaios e apresentações do pai, que tinha uma banda de baile, quando dormia debaixo das caixas da bateria. A cantiga de ninar era Sinatra e, para acordar, Jorge Ben, Tim Maia e James Brown. O groove, batida que dá balanço à música, vinha com a mamadeira. “Continuar gostando disso não tem nada a ver com nostalgia. É identificação. Essa música era e continua sendo boa. Clássico é clássico porque sobrevive a uma porção de coisas passageiras”, diz ele, que tem duas bandas, a mini­­Stereo Grooves e Nego Mundo.

Marcos Neguers e seu visual anos 1970: “Ouço, leio e vejo muita coisa (…), você pinça do passado e do presente o que realmente interessa”

Ele passou por uma fase roqueira, depois veio a grunge e outra com dreads nos cabelos. Sabia que queria ter um visual alternativo. Já há algum tempo adotou cabelos ao estilo black power e um guarda-roupas caprichado, que mistura uma ou outra peça vintage (original de época) com outras bem contemporâneas. Neguers tem, por exemplo, um casaco jeans Christian Dior do fim dos anos 1970 e uma camisa da seleção de 1970 do tio. “E quan­­do eu cansar deste cabelo, vou adotar um corte mais oitentista, mais quadradão”, conta ele, que diz não ter problemas em “vestir” seu estilo. “Sou assim, gosto dessas coisas, acho bacana misturar estilos. Não me incomodo se alguém me aponta por causa do meu visual, nem com quem resolve se vestir de papel alumínio para parecer ter vindo de 2045. Está tudo ok”, comenta.

Se tivesse uma Delorean (carro do filme De Volta para o Futuro), Neguers não voltaria ao passado. “Não escuto só soul music, não fico fazendo moon walk o tempo todo. Ouço, leio e vejo muita coisa para determinar o que eu gosto ou não. Essa é a parte boa das coisas hoje, você pinça do passado e do presente o que realmente interessa.”

PUBLICIDADE