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Moda e beleza

Nem sempre a moda é democrática

Você daria tudo por um terninho, mas a tendência pede a descontração típica dos hippies de outros tempos. Fazer o quê: seguir a moda ou tentar adaptá-la conforme seus gostos e estilo e formas do corpo? Capriche no bom senso e siga a moda sem se torna


Passarela aceita qualquer coisa. Mas, traduzir o que é mostrado nos desfiles ou editoriais de moda para as ruas e a realidade de cada um, respeitando biotipo, idade e estilo, é outra conversa. Nessa hora, não há melhor aliado do que o velho e bom espelho. E deve ser dele a palavra final.

Dona de pernas longas e corpo esguio, Rafaela Dalossa Freire segue só as modas que realmente gosta

É isso que costuma fazer a arquiteta e empresária Adriana Nakamura, autora do blog de moda eunãotenhoroupa. “Não posso seguir à risca todas as trends. Aliás, acho que pouquíssimos podem”, afirma. Embora ame a moda e esteja sempre superligada nas tendências, ela procura respeitar seu tipo físico, rotina, estilo e idade na hora das compras.

Quando vê algo que gosta muito, mas que não lhe favorece, procura soluções alternativas. Como exemplo, cita as maxisaias, que não ficam bem para as baixinhas. “Eu queria ter uma, então comprei um modelo bem comprido e, para compensar as pernas curtas, usei com um salto bem alto e uma blusa sequinha no mesmo tom da saia, o que me fez parecer ter 15 centímetros a mais”, ensina.

A consultora de imagem e estilo Adriana Izumi destaca a importância de valorizar o corpo com as peças certas e garante que o maior erro é tentar copiar os editoriais de moda. “Se o seu biotipo não for igual ao da modelo, a roupa pode não vestir bem.” É preciso avaliar a proporção da cintura em relação ao quadril e o ombro e também o comprimento das pernas. Outro fator fundamental é a identidade de cada um. “A mesma roupa em duas pessoas nunca é a mesma, portanto, querer se vestir igual outra pessoa só pode dar errado”, alerta a consultora. “Você pode se inspirar, mas copiar, jamais.”

A advogada Rafaela Dalossa Freire não costuma seguir as tendências de moda à risca, a não ser que realmente lhe agradem. Apesar de ser privilegiada com seus 1,80 metro de altura, tem muito cuidado ao escolher novas peças. Antes de adquirir uma roupa nova, segundo ela, é importante avaliar a utilidade da mesma, ver se combina com alguma outra coisa que já existe no armário e se tem a ver com o seu estilo.

Na contramão

O restaurateur Delio Cana­­brava, dono de um estilo muito próprio de se vestir, conta que nunca seguiu tendências de moda, pois não gosta da ideia de uniformização e padronização. “Cada pessoa é única e tem uma história diferente”, justifica. Com formação acadêmica em design gráfico, Délio explica que gosta de surpreender, mas com autenticidade. “Tento passar a mensagem de que o importante é o conteúdo e que as aparências enganam como ‘ouro de tolo’”, brinca.

O fato de ser gordinho sempre foi fundamental e decisivo em suas escolhas. “Nunca uso cores vibrantes, pois elas aumentam o volume, e não uso roupa justa porque tenho barriga. Listras verticais alongam e eu também dou preferência a tons escuros”, resume. Outra opção são as peças confortáveis, que se adaptam bem a sua corrida rotina. Ou seja, tudo deve estar sempre em harmonia entre tipo físico, estilo e gostos pessoais. “Acho péssimo copiar revistas e desfiles, pois você passa a ser um fantoche”, critica.

Adriana Nakamura tenta adaptar as tendências ao seu corpo e estilo

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