PUBLICIDADE

Filhos

Seu filho anda na ponta dos pés? Saiba quando se preocupar

Comum até 3 ou 4 anos de idade, este tipo de comportamento normalmente se corrige sozinho

Little girl reaching up

Quando o bebê começa a andar, por volta do primeiro ano de vida, é normal ele apresentar alterações de marcha (como o caminhar é chamado pelos médicos). Isto porque crianças pequenas precisam passar por um período de amadurecimento da caminhada, que inclui adaptação da musculatura da perna e dos pés, que ainda não têm tanta firmeza. Por isso, não se desespere se o seu filho ainda é pequeno e caminha nas pontas dos pés.

O ortopedista Alexandre Antonio de Camargo, do Hospital Nossa Senhora das Graças, explica que este período de adaptação dura até 1 ano após a data que o bebê começou a andar. “Outra coisa que tem que levar em consideração é se a criança anda na ponta do pé o tempo todo ou só às vezes. É normal algumas crianças andarem na ponta do pé quando estão descalças ou mais agitadas”, diz. O especialista afirma que este tipo de comportamento é comum até 3 ou 4 anos de idade e não deve ser motivo de preocupação.

Os pais devem mesmo é ficar atentos a outros sintomas que vão além da marcha na ponta dos pés. Por exemplo, se a criança anda na ponta dos pés, mas não apresenta nenhuma outra dificuldade, provavelmente a questão é simples e exige apenas uma mudança de comportamento. Agora, se a criança não consegue acompanhar outras crianças da mesma idade em brincadeiras ou apresenta outras dificuldades complementares à pisada errada, é motivo de alerta.

Nestes casos uma avaliação com um especialista (ortopedista) é essencial para identificar problemas mais graves. Quando a marcha na ponta do pé acontece em apenas um lado do corpo, o problema pode estar relacionado a uma perna mais curta ou até ao comprometimento neuromuscular relacionado a um tipo de paralisia cerebral.

Não precisa de bota ortopédica

Outros tipos de pisada errada, como a caminhada com as pontas dos pés viradas para dentro, também normalmente são problemas pontuais que se corrigem sozinhos, com o desenvolvimento natural da criança. Neste caso, é comum a questão estar relacionada com torções benignas resolvidas simplesmente com bons hábitos de postura, como sentar corretamente.

“Normalmente não precisa fazer nenhuma correção, nem o uso de botas ou aparelhos. Poucas situações hoje em dia recomendamos este tipo de calçados adaptados. A maioria é resolvida com melhores hábitos de postura ou esporte”, afirma Camargo.

Leia também:

A dura batalha de João contra um câncer ainda sem nome

Placebo pode ser usado contra depressão em crianças e adolescentes?

Não escovar os “dentes” após a última mamada do bebê é um erro

PUBLICIDADE