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Saúde

Anvisa libera novo medicamento para controle da obesidade em adultos

Formulação possui mesmo princípio ativo usado no Victoza, receitado no país para tratamento da diabetes tipo 2

A liraglutida age em regiões do cérebro associadas a regulação do apetite e ingestão de calorias. | Foto: LibreStockA liraglutida age em regiões do cérebro associadas a regulação do apetite e ingestão de calorias. | Foto: LibreStock

O processo para regulamentação e aprovação de medicamentos para controle da obesidade não vem de hoje. Porém, para aqueles que precisam do remédio para garantir a perda de peso e qualidade de vida, a comercialização dos anfetamínicos é mais do que vital. A boa notícia é que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (29), mais uma opção para o tratamento de obesidade crônica, o Saxenda. Sua formulação tem como princípio ativo a liraglutida, presente também no medicamento Victoza, utilizado no país para tratamento de diabetes tipo 2.

Atualmente só havia dois remédios aprovados no Brasil para tratamento da obesidade – sibutramina e orlistat – todos com distribuição restrita e receitados sob rigoroso acompanhamento médico. Com a nova aprovação, o Saxenda será indicado para adultos com Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 30g/m2 ou maior do que 27g/m2 , em casos que possuam ao menos um problema de saúde relacionado a peso como pré-diabetes, diabetes tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia ou apneia obstrutiva do sono.

POLÊMICA

Em 2009, a sibutramina – um dos remédios mais conhecidos para controle de obesidade – foi alvo de polêmicas envolvendo riscos à saúde do paciente. Na época, um estudo foi publicado sobre os efeitos adversos relacionados a saúde cardiovascular. Chamado de SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcomes Trial), os pesquisadores avaliaram 10,7 mil pessoas em 16 países por 7 anos, concluindo que o remédio aumentava em 16% o risco de enfarte e derrame em pessoas com pré-disposição à doença.

Em audiência com a Anvisa, o cardiologista Christian Torp-Pedersen afirmou que no Brasil, a proibição da sibutramina não era recomendada, pois a perda de 5% a 10% do peso propiciada pela medicação é relevante para quem possui um quadro de obesidade crônica e não consegue emagrecer somente com reeducação alimentar e exercícios físicos.

No caso do Saxenda, a Agência comunicou em nota à imprensa que a segurança do produto continuará sendo monitorada com estudos pós-comercialização, que estão em andamento.

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