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Saúde

Visão sem dramas

Ainda hoje, muitos acreditam que ceratocone é sinônimo de cegueira, mas a afirmação está distante da realidade. Existem inúmeros tratamentos que podem…

Ainda hoje, muitos acreditam que ceratocone é sinônimo de cegueira, mas a afirmação está distante da realidade. Existem inúmeros tratamentos que podem recuperar a visão e melhorar a qualidade de vida daqueles que sofrem física e emocionalmente com o problema. Com o intuito de acabar com a falta de informação sobre o assunto, a oftalmologista paranaense Luciane Moreira dedicou dois anos de pesquisas aos componentes psicossociais relacionados à doença.

O que é?

Ceratocone é uma deformação progressiva da córnea que provoca a distorção das imagens. A doença é muitas vezes confundida com o astigmatismo. O olho com ceratocone apresenta uma deformidade em forma de bico. O problema quase sempre surge na adolescência, dos 14 aos 20 anos, mas também pode se manifestar na infância.

O que causa?

O ceratocone é uma doença genética, mas com penetrância variável, ou seja, não há como prever quais membros da família podem desenvolver a doença e com que intensidade ela pode se manifestar.

Quem tem propensão a apresentar a doença deve tomar alguns cuidados importantes, como não coçar ou esfregar os olhos. Quem já apresenta a doença deve evitar o estresse, a poeira e o ressecamento dos olhos para que os sintomas não se agravem.

Sintomas

O principal sintoma é a diminuição progressiva da visão, que faz com que o portador troque de grau constantemente. No Brasil, estima-se que a doença atinja cinco em cada grupo de 10 mil pessoas.

Tratamento

A doença pode se apresentar de forma leve, moderada, avançada ou intensa. Para cada caso existe um tratamento específico, mas não existe cura para o problema.

Quase sempre, o uso de óculos ou lentes de contato já é o suficiente. Existem vários tipos de lente, a maioria delas são rígidas, mas também há as gelatinosas(com custo mais alto).

A ortoceratopia é indicada nos casos leves. O tratamento consiste no uso de uma lente rígida noturna que altera o epitélio da córnea enquanto o paciente está dormindo. Durante o dia, não há necessidade de usar lentes ou óculos. Esta lente consegue uniformizar o formato da córnea, mas o uso precisa ser contínuo.

Quem apresenta uma progressão mais avançada da doença ou não consegue se adaptar às lentes pode se submeter ao implante de um anel intracorneano, em que dois semi-círculos esticam a córnea e uniformizam a deformidade.

Os transplantes de córnea são realizados em último caso. A cirurgia é rápida – leva cerca de uma hora e meia –, mas pode apresentar algumas complicações como rejeição e glaucoma. Mesmo após o transplante, o uso de lentes pode ser necessário.

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