PUBLICIDADE

Saúde e Bem-Estar

Seis em cada dez brasileiros são sedentários, mostra pesquisa inédita

Números mostram que apenas 37,9% da população de mais de 15 anos prática algum esporte. Dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad)

viver bem gazeta do povo produto atrito corredores corridaPela primeira vez, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) levantou dados sobre o tema. Foto: Bigstock

Seis em cada dez brasileiros acima de 15 anos não praticam esporte nem nenhuma atividade física, o que significa que o País tem 100,5 milhões de sedentários. A conclusão é de um suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2015, que pela primeira vez levantou dados sobre o assunto.

Os números mostram que apenas 37,9% da população de mais de 15 anos tem algum tipo de hábito desportivo. O porcentual chega a 42,7% entre homens e fica em 33,4% entre mulheres. A faixa etária mais ativa é a de 15-17 anos (53,6% responderam que se engajam em alguma atividade). As regiões menos sedentárias são o Centro-Oeste (41,1%) e o Sul (40,8%).

As classes mais instruídas e com melhores salários e as pessoas de cor branca são as que mais se exercitam, conclui a pesquisa. As principais motivações declaradas pelos praticantes de esportes foram: o desejo de relaxar/divertir-se (28,9% dos entrevistados); melhorar a qualidade de vida ou o bem estar (26,8%); e aprimorar ou manter o desempenho físico (19,9).

O esporte mais praticado, segundo o levantamento, é o futebol (39,3% dos brasileiros disseram jogar bola), seguido da caminhada (24,6%). Os locais de prática de esporte mais apontados foram as instalações esportivas pagas (33,7%). A frequência mais mencionada foi quatro vezes por semana ou mais (resposta de 26,3% dos que praticam esporte).

Já os sedentários deram justificativas como a falta de tempo (38,2% dos pesquisados), não gostarem de exercícios (35%) e terem problemas de saúde impeditivos ou idade avançada (19%).O suplemento da Pnad investigou os hábitos das pessoas em seu tempo livre. A pergunta se referiu ao hábito de fazer atividades físicas e/ou esportes entre setembro de 2014 e setembro de 2015.

Não foi estabelecida diferenciação entre as duas práticas – os entrevistados é que assim as classificaram. Os pesquisadores indagaram sobre o tipo de atividade feita, a motivação, o local usado para tal, a frequência, a duração e a participação em competições.

LEIA TAMBÉM

>> Obesidade não é sinônimo de sedentarismo

>> Casos de caxumba aparecem mais cedo este ano em Curitiba

>>Sem o uso de aparelhos, calistenia usa o peso do corpo para melhorar a saúde

PUBLICIDADE