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Turismo

Além de conhecer a incrível cachoeira, veja o que fazer na Reserva Salto Morato

Quem procura um destino para fugir da rotina e estresse da cidade pode encontrar serenidade na maior área contínua de Mata Atlântica do Brasil, a 163 quilômetros de Curitiba

Foto: Adrian Moss/divulgaçãoFoto: Adrian Moss/divulgação

O litoral norte do Paraná guarda um tesouro verde, essencial para o nosso ecossistema: a Reserva Natural Salto Morato, reconhecida pela Unesco como Sítio do Patrimônio Natural da Humanidade. Quem procura um destino para fugir da rotina e estresse da cidade pode encontrar serenidade na maior área contínua de Mata Atlântica do Brasil, a 163 quilômetros de Curitiba. Aves raras, uma figueira centenária e a cachoeira que dá nome ao local são algumas das belezas naturais espalhadas ao longo de 2.253 hectares no município de Guaraqueçaba, pertinho de Paranaguá.

Foto: Adrian Moss/divulgação

Foto: Adrian Moss/divulgação

Percorrer os 18 quilômetros que levam à reserva talvez seja a aventura que demanda um tanto de paciência do turista. Por conta das chuvas torrenciais do início do ano, a estrada de chão que vai do trapiche de Guaraqueçaba a Salto Morato tem uma coleção de buracos do início ao fim do trajeto – são duas horas de muita “tremedeira” no carro. Quando a estrada fica mais plana, porém, esse tempo diminui consideravelmente.

O esforço compensa. Ao chegar à reserva, os pulmões se enchem com o ar úmido e limpo da Mata Atlântica, como um convite às suas principais atrações: a Trilha da Figueira e a Trilha do Salto, ambas de fácil acesso e bem sinalizadas. A primeira tem 5,3 km no total, dura cerca de duas horas e leva a uma fiqueira centenária. A paisagem, ilustrada pelas raízes que formam uma ponte natural sobre o Rio do Engenho, parece fazer parte de um filme encantado.

A Trilha do Salto tem 3 km e pode ser percorrida em cerca de uma hora de caminhada. No meio do caminho, há um aquário natural repleto de lambaris e limpa-fundos. A água, cristalina e sempre gelada, é própria para banho. No fim da trilha, a recompensa é a vista do Salto Morato, queda d’água de quase 130 metros de altura e protagonista da reserva.

Foto: José Paiva/divulgação

Foto: José Paiva/divulgação

Infraestrutura

Na entrada da reserva, o visitante tem acesso a um material interativo com painéis, fixos e giratórios, maquete e vídeo. Há quatro quiosques para alimentação (cada um comporta até dez pessoas) equipados com churrasqueira, grelha, pia, bancos e mesas. O espaço também conta com uma lanchonete e banheiros.

A reserva tem uma área de camping, atualmente em reforma por período indeterminado, comporta até 12 barracas e fornece pontos de energia e chuveiros quentes. Pesquisadores podem ter acesso aos dormitórios.

Foto: José Paiva/divulgação

Foto: José Paiva/divulgação

Duas décadas de recuperação da floresta nativa

É quase impossível imaginar que a região foi, um dia, área de pasto para criação de búfalos e plantações de subsistência (principalmente banana e palmito pupunha). Desde que foi comprada pela Fundação Grupo Boticário, em 1994, a região passou a ser manejada como unidade de conservação integral.

Hoje, 23 anos depois, o resultado é surpreendente. “A gente pode observar ao longo dos anos a regeneração natural da Mata Atlântica, tomando seu espaço de forma equilibrada e com bastante biodiversidade”, conta o geógrafo da Fundação, Bruno Rosa Alves. São mais de 600 espécies vegetais vasculares, 93 espécies de mamíferos e 325 de aves, além de répteis, anfíbios e peixes.

Por que o turismo em Salto Morato é essencial para Guaraqueçaba?

A cidade litorânea é considerada pequena: tem, em média, oito mil habitantes – o mesmo número de turistas que passam pela reserva todos os anos. Por conta disso, o retorno financeiro que o município recebe é essencial para o seu desenvolvimento. De acordo com um estudo conduzido pela Fundação Grupo Boticário, estima-se que a reserva gera, anualmente, R$ 2,1 milhões em benefícios à sociedade, convertidos em valores monetários.

Só de uso público, são cerca de R$ 860 mil ao ano; além disso, as contratações e ações locais também geram um alto fluxo de capital, com R$ 452 mil por ano. Os dados foram colhidos em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Curitiba (SMMA), a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMA) e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

“Como a cidade é isolada, os turistas geralmente passam a noite aqui e isso acaba movimentando a economia da região. Para nós, Salto Morato é um impulsionador essencial para o desenvolvimento de Guaraqueçaba”, afirma a coordenadora do setor de Áreas Protegidas da Fundação, Marion Bartolamei Silva.

Foto: Haroldo Palo Jr/divulgação

Foto: Haroldo Palo Jr/divulgação

Serviço

Reserva Natural Salto Morato

Entrada: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Crianças, idosos e pesquisadores têm entrada gratuita.

Horário de funcionamento: terça a domingo das 08h30 às 17h30 (última entrada às 16h).

Mais informações no site da reserva.

Como chegar

Tendo Curitiba como ponto de partida, há dois caminhos possíveis: pela histórica Estrada da Graciosa (PR 410) e via BR-277. Um pouco antes de Antonina, entre na PR 340 e siga até o trevo com a PR 405, a estrada de terra que leva a Guaraqueçaba.

Caso queira ir de ônibus, você pode pegar um da Viação Graciosa na Rodoviária de Curitiba. É preciso descer no cruzamento da PR 405 com a Estrada do Morato e andar mais 4 quilômetros.

Outra opção é pegar um barco em Paranaguá até Guaraqueçaba. O percurso dura cerca de duas horas e meia e, chegando ao destino final, deve-se pegar um táxi para percorrer os 18,5 quilômetros até a reserva.

O trajeto de barco custa R$ 15 e vai de Paranaguá a Guaraqueçaba diariamente às 9h. Na volta, o barco sai de Guaraqueçaba às 14h e também custa R$ 15.

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