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Turismo

Diferenças entre viajar só ou com agência

O perfil do turista e os objetivos de uma viagem definem se é melhor planejar-se sozinho ou contar com a infraestrutura programada por uma agência de viagem

Quando o assunto é planejamento de viagem, não há consenso: tem quem ache que a liberdade de viajar por conta e fazer os próprios roteiros não tem preço. Outros acreditam que a praticidade, a segurança e os pacotes promocionais das agências especializadas são sinônimos de uma boa viagem.

A resposta certa depende do estilo do viajante e, principalmente, dos seus interesses em relação ao passeio. Para Nelson Pires de Moraes Jr., presidente do Sindicato das Agências de Turismo do Paraná (Sindetur), além de conseguir bons preços, o passageiro que busca os serviços de uma empresa especializada tem mais informações sobre as necessidades que poderá ter e sobre o destino em si. O que faz com que as agências sejam ainda mais essenciais para pessoas que não viajam muito ou que estarão pela primeira vez num lugar diferente. “Além da possibilidade de conseguir uma melhor tarifa tanto no aéreo quanto nos serviços terrestres, um profissional de uma agência poderá elaborar um roteiro com todas as orientações necessárias: localizações dos hotéis, distância de aeroportos, melhores meios de transportes internos, atrações turísticas relevantes, etc. Tudo focado no objetivo do viajante e no melhor aproveitamento da viagem. Um tratamento pessoal e bem seguro”, afirma.

Já Almy Fróes, do Guia dos Solteiros.com., adepto das viagens por conta própria, acredita que, sem pacotes pré-estabelecidos, é possível ter uma liberdade maior e até gastar menos. Mas, em compensação, isso dá bastante trabalho. “Viajar sozinho proporciona mais liberdade, mas, ao mesmo tempo, é trabalhoso porque a pessoa tem que se preocupar em achar hotéis, escolher voos e se certificar de que está tudo ok. Por uma agência, você não tem essas preocupações. Em compensação, perde um pouco da privacidade, já que tem que andar em um grupo grande de pessoas que você nem conhece”, opina. Para eles, os chamados mochileiros têm um perfil bem específico e precisam ser proativos. “Tem que estar disposto a fazer novas amizades, conhecer novas culturas, novos mundos, sobretudo, ter um perfil mais aventureiro, a fim de descobrir coisas novas”, acredita.

As duas coisas

Mas é possível ter a vantagem desse planejamento feito por uma agência e, ao mesmo tempo, manter as peculiaridades da sua viagem. Segundo Ana Paula Lacerda Garcia, diretora de capacitação da Abav-Paraná e diretora da Cádiz Turismo, há várias agências que prestam consultorias a viajantes, ou seja, preparam-no para o passeio com todas as orientações, sem necessariamente vender um pacote. Além disso, hoje há muitas possibilidades de roteiros e maior flexibilidade nas programações, assim como na escolha de hotéis e outros serviços. Para ela, o importante sempre é escolher uma agência confiável, verificar o que está sendo adquirido, para depois não se frustrar. “Um dos problemas mais frequentes são com clientes que compram promoções, geralmente pela internet, e não verificam as restrições da oferta. É preciso ficar atento aos serviços inclusos no pacote”, alerta Ana Paula.

Para quem vai se aventurar sozinho, a dica principal é estudar um pouco do destino e os hábitos locais. Gafes culturais podem gerar complicações e serem até perigosas.

Independentemente do caminho escolhido, a antecedência no planejamento é favorável nos dois casos. Aliás, com um pouco de tempo dá até para fazer uma pesquisa e depois elencar no papel os benefícios e as desvantagens de cada uma das formas de viajar.

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