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Turismo

Grávida e de malas prontas para viajar

Com alguns cuidados básicos nos meses mais críticos da gravidez, as gestantes podem viajar sem problemas. Não há risco nem para a mãe, nem para o bebê



A regra geral (Anac e Iata): é que a partir do sétimo mês é preciso apresentar atestado médico para viajar de avião e, depois do oitavo mês, só acompanhada de um médico responsável. Mas cada companhia tem suas regras

Já diziam os antigos: gravidez não é doença. Ginecologistas e obstetras concordam e afirmam que entrar para o hall das mamães não significa abdicar de coisas prazerosas, como viajar. Com alguns cuidados básicos nos meses mais críticos da gestação, não há perigo algum em colocar o pé e a barriga na estrada. “As gestantes não só podem, como devem viajar. Não há nenhum problema em passear desde que a gestação não seja de risco. O que aconselhamos é que se evite viajar nos três primeiros meses porque os sintomas, tais como enjoos, azias e vômitos, são mais recorrentes e podem se agravar dependendo do tipo da viagem, da comida diferente, etc. O último mês também exige um cuidado a mais, já que é possível ter um parto prematuro e isso é complicado, dependendo para onde se está indo – o lugar pode não ter estrutura ou a melhor assistência médica”, explica o obstetra e diretor clínico do Hospital Maternidade Alto Maracanã, José Sebastião da Silva Neto.

Tirando esses períodos mais delicados, a maioria dos mitos e boatos, que chega aos ouvidos das grávidas é bobagem. No caso de viagens aéreas, muitas mamães temem a pressurização do avião, a altitude dos voos e até mesmo a comidinha servida a bordo. “A altitude e pressão do avião pode aumentar um pouquinho a pressão da gestante, mas isso pode acontecer com qualquer passageiro e não compromete em nada a gravidez. O que se aconselha é que a mãe não passe mais de uma hora sentada na mesma posição. Como os inchaços são normais nesse período, é preciso levantar e caminhar pelo avião para evitar os riscos de trombose. Quanto à alimentação, a recomendação é que se coma aquilo que se está acostumada e opte por alimentos mais naturais, como frutas. Mas não há proibições”, esclarece.

Terrestre

Nos passeios de ônibus e carro, o temor maior é quando há necessidade de passar por estradas esburacadas e cheias de desníveis, que fazem a barriga saltar de um lado a outro no banco. “Esses traumas causam, com certeza, um desconforto na gestante. A barriga pode doer e o enjoo aumentar, mas se a gravidez for saudável e não de risco, isso não causa nenhum problema. O bom de viajar de carro, ao invés de ônibus, é que a grávida pode parar quantas vezes quiser para caminhar um pouco e ir ao banheiro”, sugere.

As regras para voar

Exatamente para evitar que um bebê nasça em pleno voo, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) tem algumas regras para a viagem de gestantes recomendadas pela Iata (Internacional Air Transport Association).

De acordo com as orientações do órgão internacional, até o final do 6º mês, a gestante pode viajar normalmente, a partir do 7º mês, somente com atestado médico confirmando que a gestante está apta para o transporte aéreo e, a partir do 8º mês, somente acompanhada do médico responsável.

Além dessa orientação geral, as companhias aéreas podem ter outras regras para o tratamento das passageiras gestantes. Pela Gol/Varig, grávidas até a 27ª semana de gestação (aproximadamente 6 meses de gestação) deverão preencher uma declaração de responsabilidade. Depois disso, até 35ª semana, a gestante tem que apresentar o atestado médico autorizando a viagem. Entre a 36ª e 39ª semana de Gestação (9 meses) deverão estar acompanhadas de médico responsável. Voando pela TAM, por exemplo, até o final da 35° semana, não é necessária apresentação de atestado médico para voos domésticos, somente para viagens internacionais (a partir do 8º mês)

Nos voos da Ocean Air, da Azul e da WebJet, a partir do sétimo mês de gestação, é obrigatória a apresentação de atestado médico e nos sete dias anteriores ao parto, o embarque não é permitido. (LH)

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