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Turismo

Saiba como não deixar a alta do dólar estragar as suas férias

Maior alta dos últimos 18 anos preocupa quem precisa comprar moeda norte-americana para viajar. Confira as dicas dos especialistas para não perder dinheiro

Saiba como não deixar a alta do dólar estragar as suas fériasFoto: Agência Brasil

Depois de o dólar sofrer a maior alta dos últimos 18 anos – 8,14% no fechamento desta quinta-feira (18), chegando a R$ 3,38 – quem está com viagem marcada para o exterior nas férias de julho ficou preocupado. E agora, o que fazer? Será que a moeda americana vai subir mais? Compro tudo agora, em partes, ou deixo para depois?

Para Diego Klas, diretor da Klas Viagens, a recomendação em momentos de instabilidade como este é: comprar dólar aos poucos, nos dias de baixa. “Eu falo para os meus clientes acompanharem a cotação. Deu uma baixa acentuada, vai até a casa de câmbio e compra um pouco, e assim por diante”, diz. Fazer compras parceladas da moeda em espécie possibilita que, no fim, o volume total tenha saído a um preço médio. “Assim a pessoa não perde tanto”, afirma Klas.

Na opinião de Alexandre Fialho, diretor da distribuidora de câmbio Cotação, a orientação correta é sempre comprar o dólar para a viagem de forma parcelada. Por exemplo: você quer levar US$ 2.000 em espécie. Faltando um mês para o embarque, comece fazendo compras de US$ 500 a cada semana. “Isso não vai garantir a melhor taxa, mas com certeza não será a pior”, diz. A recomendação vale ainda mais para momentos de forte oscilação, como o de agora.

Por enquanto, não é possível dizer se a tendência de alta vai se confirmar. Os especialistas concordam em dizer que a principal questão é que o dólar deverá sofrer uma grande volatilidade nas próximas semanas, decorrente da crise política em Brasília.

Confira as dicas de Diego, da Klas Viagens, para se prevenir e não perder dinheiro na hora de viajar:

– Tente planejar o que pretende fazer em cada destino, dia por dia. Dessa forma fica mais fácil programar os gastos da viagem, sem precisar recorrer a extras de última hora.

– Em épocas de dólar instável, evite compras internacionais com o cartão de crédito. Embora o IOF (6,38%) seja fixo, o custo final da compra se baseia no câmbio da data de fechamento da fatura. Isso pode trazer surpresas desagradáveis ao bolso.

– Prefira levar dinheiro em espécie. Além de ele sair mais barato na casa de câmbio, também garante que o orçamento final não estoure. O dinheiro vivo também sai mais em conta do que o cartão pré-pago.

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