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Turismo

Turismo de observação de baleias, proibido desde 2013, pode ser liberado em Santa Catarina

Caso as regras para o transporte dos turistas sejam aprovadas, em julho, o litoral sul de Santa Catarina pode voltar a receber visitas para observação das baleias-franca, que chegam da Patagônia

Baleias-franca na costa sul de Santa Catarina. Fotos: Karina Groch / Projeto Baleia FrancaBaleias-franca na costa sul de Santa Catarina. Fotos: Karina Groch / Projeto Baleia Franca

O turismo de observação de baleias, suspenso por decisão judicial desde maio de 2013 em Santa Catarina, pode ser reativado ainda este ano. Assim, nesta temporada, turistas podem ter a chance de ver de perto a chegada de centenas de baleias-francas no litoral sul do estado.Para isso, é necessária a publicação da portaria no Diário Oficial da União. O documento, ainda em construção, estabelece as regras para o transporte dos turistas na visitação aos animais. Se os trâmites forem concluídos até julho, em setembro as atividades podem estar liberadas.

Em 2012, o Instituto Sea Shepherd, ONG de proteção dos mares presente em diversos países, protocolou uma denúncia contra o turismo embarcado de observação de baleias em Santa Catarina. Três anos depois, em 2015, a 1ª Vara Federal de Laguna decretou que o turismo poderia ser retomado se houvesse um plano de fiscalização durante as saídas. A partir daí, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) passou a desenvolver o plano.

Segundo Cecil Barros, chefe da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, o turismo embarcado era feito de modo organizado, com o cadastramento de empresas interessadas, capacitação da tripulação e produção de relatórios semanais entregues ao ICMbio. “A diferença, agora, é que o instituto terá mais recursos para a contratação de fiscais que possam ficar a bordo das embarcações e identificar possíveis desvios”, afirma.

Todas as operadoras de turismo selecionadas para oferecer o serviço deverão passar por treinamento com o instituto, de acordo com Barros.

O ICMbio, em parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e o Projeto Baleia Franca, vai promover um estudo sobre o impacto da movimentação humana próxima aos animais. “Vamos tentar identificar quais os tipos de embarcação causam menos ruídos para não perturbar as baleias. Hoje não há restrição, mas o estudo vai promover esse aperfeiçoamento”, explica Barros.

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As baleias da espécie franca migram das águas geladas da Patagônia para dar à luz e amamentar seus filhotes na costa catarinense de junho a novembro. Por conta disso, a região de Içara a Florianópolis se tornou uma área de proteção ambiental. Os mamíferos, que podem chegar a 17 metros de comprimento e pesar 5 toneladas, são frequentemente vistos em Imbituba e Garopaba.

“Além de despertar a conscientização da importância desses animais, essas experiências fazem com que as pessoas repensem suas atividades no cotidiano, com relação ao consumo excessivo e atitudes que podem causar impactos negativos no ambiente”, afirma o especialista.

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