Terça-feira, 09/02/2010
Fotos: Divulgação
Rocky, Um Lutador (Rocky, 1976, direção de John G. Avildsen): Rocky Balboa (Sylvester Stallone)
Durões, fortes, desleixados, vingativos... Características de personagens que levam hordas de homens ao cinema. Dois críticos elegem os dez filmes com os mais altos índices de testosterona da sétima arte
Publicado em 29/11/2009 | Larissa Jedyn - larissa@gazetadopovo.com.brA pedido do Viver Bem, o editor do Caderno G Paulo Camargo e o mineiro Marcelo Miranda, do jornal O Tempo, selecionaram alguns dos filmes mais másculos da história do cinema.
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Spartacus (Spartacus, 1960, direção de Stanley Kubrick)
Os dois elegeram os personagens durões – do tipo do mocinho com cara de mau feito por John Wayne ou de rosto talhado a machado como Clint Eastwood – como o primeiro elemento de sucesso para esta plateia. “Se estiverem incluídos naquele roteiro clássico que leva homens traumatizados pelo assassinato de suas famílias a fazerem justiça com as próprias mãos, aí então o sucesso é garantido. Daí a sobrevivência dos machões como Charles Bronson em Desejo de Matar”, comenta Marcelo Miranda.
Outra característica é que, invariavelmente, os homens de ferro do cinema têm uma certa inabilidade de compreender as intempéries femininas. “De um lado você tem o faroeste, que é um gênero claramente masculino, e de outro filmes mais intelectuais, para os que abdicam de tanta adrenalina. Aí entram especialmente os filmes de Woody Allen, como Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, que prima pelo humor autoparódico e neurótico e é marcado por diálogos que abordam psiquismo, idiossincrasias e sexualidade”, diz Paulo Camargo.
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Rocky,
Spartacus (Spartacus, 1960, direção de Stanley Kubrick): criado como escravo, Spartacus é vendido para um treinador de gladiadores para disputar duelos. Ele forma um grupo de homens que partilham a mesma condição e se rebelam contra os romanos e o regime de escravidão.
O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972, direção de Francis Ford Coppola): a estética sombria recria os anos 40, que assistiram ao ápice do poder da família italiana comandada por Don Corleone (Marlon Brando) na máfia de Nova York. Com a chegada do narcotráfico à região, começa uma guerra pelo poder do mercado promissor.
Blade Runner – O Caçador de Andróides (Blade Runner, 1982, direção de Ridley Scott): uma companhia desenvolve um robô mais forte e ágil que o ser humano, conhecido como replicante, para ser usado na colonização e exploração de outros planetas. Um grupo de robôs se revolta e eles passam a ser caçados na Terra. Harrison Ford vive um policial que caça e extermina os replicantes.
Pulp Fiction – Tempo de Violência (Pulp Fiction, 1994, direção de Quentin Tarantino): a assinatura de Tarantino já é indicativo de boa atração para o público masculino. Aqui, três histórias são apresentadas de forma não cronológica. Em uma, dois mafiosos têm a missão de cobrar um gângster. Em outra outra, um dos mafiosos acaba se envolvendo com a mulher do chefe. E na última um lutador que foi contratado pela máfia para perder uma luta não cumpre o acordo e precisa fugir.
Rio Vermelho (Red River, 1948, direção de Howard Hawks): mostra o embate entre um vaqueiro veterano (John Wayne) e seu protegido (Montgomery Clift), que passa a contestar sua autoridade e mostrar que existem outras formas de comando.
Sin City – A Cidade do Pecado (Sin City, 2005, direção de Frank Miller e Robert Rodriguez): adaptação para o cinema de três histórias de Frank Miller. Em uma cidade fictícia, de policiais corruptos, as histórias de Marv (Mickey Rourke), um homem que quer vingar a morte da amada, do policial Hartigan (Bruce Willis), que foi injustamente acusado por um crime que não cometeu, e do fotógrafo Dwight (Clive Owen), protetor de mulheres da Cidade Velha, se entrelaçam.
O Grande Lebowski (The Big Lebowski, 2001, direção dos Irmãos Cohen): dois mafiosos estão atrás de um milionário chamado Jeff Lebowski, cuja mulher deve dinheiro na praça. Só que eles invadem a casa do Lebowski errado e urinam em seu tapete. O Lebowski pobre invade a casa do homônimo rico para cobrar um tapete novo e acaba envolvido numa trama de extorsão, sexo e drogas.
Sindicato de Ladrões (On the Waterfront, 1954, direção de Elia Kazan): depois de se envolver no assassinato de um inocente, um ex-boxeador vivido por Marlon Brando resolve se redimir lutando diretamente contra um sindicato. O personagem se apaixona pela irmã do inocente morto. O filme ganhou oito Oscars, entre eles melhor filme, diretor e ator.
Gran Torino (Gran Torino, 2008, direção de Clint Eastwood): aposentado e veterano da guerra da Coreia, Walt Kowalski (Clint Eastwood) passa os dias fazendo pequenos consertos em casa e tomando cerveja. Com a chegada de uma família do Laos na vizinhança, o inabalável Kowalski precisa confrontar seus próprios preconceitos.
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