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Memória eleitoral

Da cédula de papel ao voto biométrico

Reconhecido pela inovação, o sistema eleitoral brasileiro passou por várias transformações ao longo das décadas, tornando o processo mais ágil e seguro

  • Taiana Bubniak
Contagem de votos na eleição a prefeito de Curitiba, em 1992: processo demorado e dispendioso |
Contagem de votos na eleição a prefeito de Curitiba, em 1992: processo demorado e dispendioso
 
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Da cédula de papel ao voto biométrico

Se a democracia brasileira é ainda jovem – há 24 anos, com a promulgação da Constituição de 1988, se encerrou o ciclo de redemocratização do país –, a história do voto no país é muito mais antiga. Os primeiros registros datam de 1532. Tanto tempo de prática tem resultado positivo: o Brasil é inovador no uso de tecnologias eleitorais e tem um dos sistemas de voto mais confiáveis e respeitados do mundo.

O eleitor já se acostumou com a urna eletrônica, mas há pouco mais de 16 anos, quando o voto ainda era em cédula de papel, grandes equipes tinham de ser mobilizadas para fazer a apuração. "Em uma cidade do tamanho de Curitiba, eram de 800 a 850 pessoas envolvidas na contagem– além dos fiscais dos partidos e dos mesários, que já trabalhavam na eleição. Levávamos de quatro a cinco dias para finalizar as contas; era preciso revisar", recorda Carlos Emmel, secretário de Tecnologia da Informação e servidor do Tribunal Regional Eleitoral no Paraná (TRE-PR) desde 1983.

FOTOS: imagens antigas da eleição em Curitiba e do Museu da Memória Eleitoral

Para contar as cédulas, havia um procedimento específico: os mesários e escrutinadores contavam os votos e conferiam as informações da cédula com a listagem de eleitores. Havia o mapeiro, responsável pela distribuição de informações do número de votos em cada região da cidade ou do estado, e o revisor, que conferia se os dados transmitidos pelos escrutinadores entravam na contagem e se estavam distribuídos nas regiões de forma correta.

"A eleição em papel era simples para preparar. O problema era a contagem, que era dispendiosa, tinha de ter comida, proteção policial para o local. Era cansativo e caro", diz Emmel. O processo também ficava à mercê do erro humano. A isenção dos contadores de votos podia ser questionada. "Era complicado controlar. Os fiscais de partido, que acompanhavam a contagem, ficavam mais atentos a isso", conta.

Pleito eletrônico

Com a informatização do voto, o processo se inverteu: o que passou a ser custoso e demorado é a preparação da estrutura necessária para as eleições, mas a computação dos votos ficou facilitada. "A preparação do voto depende de muito planejamento, mas a transmissão de dados para contagem dos votos é tranquila e confiável", assegura.

Para Emmel, a mudança tornou o processo mais confiável e acabou com questionamentos sobre fraudes ou manipulação. "Ninguém controla o que está na urna e o que vale é o que a população decidiu e colocou ali. Tanto a população quanto os entes políticos acreditam no processo", endossa.

Para Rafael Filippin, professor de Direito do Centro Universitário Uninter, a informatização foi um passo grande para a maturidade da democracia brasileira. "O sistema eletrônico é mais uma garantia que o processo do voto é democrático porque impede a fraude ou a manipulação dos resultados e gera um reconhecimento maior da população com o voto", analisa. Agora, neste domingo, outra inovação entra em cena: o sistema biométrico, que reconhece o eleitor pelas digitais. Promessa de mais agilidade e lisura no processo eleitoral.

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