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Entrevista

Reni Pereira: quer priorizar as áres de saúde e turismo

O candidato do PSB é conhecido na Assembleia Legislativa do Paraná por projetos de lei ligados à tributação e de incentivo fiscal

  • Fabiula Wurmeister
 
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Deputado estadual em seu terceiro mandato, Reni Pereira (PSB) é conhecido na Assembleia Legislativa do Paraná por projetos de lei ligados à tributação e de incentivo fiscal, sua área de formação original e na qual mais atuou antes de se dedicar à carreira política, iniciada em 2002, quando concorreu pela primeira vez a um cargo eletivo e foi eleito com mais de 14 mil votos. A reforma administrativa municipal é uma das suas principais bandeiras na campanha. Chegou à cidade em 1993, quando passou em um concurso para a Polícia Rodoviária Federal, onde trabalhou por um ano e meio. Ele encabeça a coligação Foz Pode Mais, que reúne 12 partidos.

O senhor é autor da Lei do Polo Tecnológico (14.985/05), que prevê redução de 80% dos impostos que recaem sobre os produtos de informática e eletroeletrônicos, inicialmente beneficiando Foz do Iguaçu e a partir de 2007 beneficiando também Pato Branco. Por que a lei ainda não foi aplicada na cidade?

Quem executa a lei é o Executivo. Ela não chegou a ser executada em Foz do Iguaçu, mas foi aproveitada em forma de uma emenda que beneficiou Pato Branco, onde em cinco anos foram gerados mais de 7 mil empregos. Isso prova que a lei era boa. Em Foz do Iguaçu ela ainda pode ser concretizada. Se houver vontade política poderemos tirar desta lei igual ou mais proveito do que Pato Branco tirou na geração de empregos e oportunidades para o meio universitário.

O senhor já está no segundo mandato como deputado estadual. O que já trouxe de bom para Foz do Iguaçu?

O mandato de deputado é um mandato para o Paraná. E neste tempo tenho um saldo positivo de leis que estão contribuindo com o presente e o futuro. Um exemplo é a Lei Estadual Antifumo, da qual eu sou autor do substitutivo geral, que no primeiro momento foi bastante criticada por alguns segmentos, mas hoje é apoiada por toda a sociedade. Outros exemplos são as leis de isenção do IPVA para deficientes físicos, do uso da água e outorga para os pequenos agricultores e de uma vasta gama de alimentos, assim como da reforma tributária do Paraná. Ainda tendo em vista os benefícios para todo o estado, conseguimos na época da moratória de 90 dias decretada pelo governador Beto Richa que fossem liberados recursos na ordem de R$ 10 milhões para o recape asfáltico em Foz. Houve também liberação de recursos para o saneamento básico, para a saúde e para entidades beneficentes. Isso na verdade é obrigação do deputado. O que considero que faz a diferença é ter resultados na atividade parlamentar como um todo, não apenas para uma ou outra região.

A violência é um problema social grave que atinge a cidade. De que forma isso será tratado na sua administração?

A nossa proposta gira em torno da recuperação econômica de Foz do Iguaçu. E, para que essa recuperação consiga, por exemplo, reverter esse número de pessoas que têm ido embora da cidade e crie perspectivas de desenvolvimento, vamos combater a violência na causa. Isso significa buscar um contraturno escolar para que as crianças e jovens não fiquem na rua e criar oportunidades para que as pessoas que estão desempregadas tenham uma fonte de trabalho e de renda. Com isso, vamos tranquilizar boa parte da população que quer uma oportunidade e não vai ter como único atrativo uma atividade ilícita, muitas vezes a porta de entrada para a violência. Outra alternativa serão as parcerias por meio da Secretaria da Família com as igrejas. Hoje o grande instrumento que temos são as igrejas, sejam evangélicas, católicas ou como temos aqui o islamismo e o budismo. O poder público pode fazer parcerias com essas instituições, ele não concorre com elas.

Foz do Iguaçu é conhecida mundialmente por seus pontos turísticos e muitos dos benefícios em estrutura são pensados apenas para o conforto do turista. Que propostas o senhor tem para que o turismo beneficie e envolva também os moradores da cidade?

Cidades turísticas têm que respirar o turismo. Os benefícios não podem ficar restritos a alguns segmentos, a cidade toda tem que se envolver. Para isso, precisa ter desde um visual até um comportamento de cidade turística. A nossa postura de diálogo com o governo do estado e com o governo federal já nos permitiu colocar no plano de governo a municipalização da BR-277, principal porta de entrada da cidade, para que tenha uma referência turística, passando pelo corredor turístico e incluindo os bairros, que também podem ser visitados pelos turistas. Temos também uma proposta, que vamos concretizar antes mesmo do centenário da cidade, daqui dois anos, que é a construção de um autódromo com pista de arrancada, dentro de um complexo esportivo que também contemple um estádio para 10 mil pessoas. Assim desenvolvermos o turismo esportivo, que gera muitos dividendos para a cidade. Queremos apostar também no turismo de eventos, além de criar o Parque do Centenário, enaltecendo as culturas que contribuíram para a formação da nossa cidade. Esse pode se tornar um lugar de visitação turística e ser aproveitado por toda população. O governo do estado está, por meio do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), recebendo a ilha de Acaray, próxima da Ponte da Amizade, e vamos propor uma parceria para utilizar aquilo dentro de um projeto de turismo ecológico. Vamos aproveitar também a Olimpíada e a Copa do Mundo para prepararmos a nossa cidade e fazer com que os instrumentos que serão construídos para receber os visitantes continuem dando dividendos para a cidade.

A falta de incentivo à cultura também tem sido bastante criticada pela população de Foz nos últimos anos, principalmente no diz respeito a espaços adequados para a realização de espetáculos e atividades culturais. A sua gestão reservará atenção ao tema?

Dentro do Parque do Centenário nós pretendemos construir um teatro municipal, o que já passou da hora de ser feito. Este será um espaço para a apresentação de peças nacionais e internacionais. Queremos implantar o Fundo Municipal de Cultura, por meio da lei municipal de incentivo à cultura, a exemplo do Fundo de Incentivo ao Esporte, para alicerçar tanto os esportes de base como os de rendimento.

O senhor fala em "descentralizar a saúde". Como isso vai funcionar e que benefícios essa proposta pode trazer à população?

Vamos descentralizar a saúde, dando atendimento primário onde deve ser primário e secundário onde pode ser secundário. Aquilo que é terciário, que já é um quadro mais agravado, será direcionado ao Hospital Municipal. A estratégia será otimizar o sistema de saúde, fazendo com que todas as engrenagens funcionem, dobrando o número de equipes do Programa de Saúde da Família, criando quatro centros Dia para atender todas as regiões da cidade, voltadas a pessoas com mais de 60 anos, para o atendimento com psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e até recuperação de algumas cirurgias e assim não ocupar leitos de hospital. Outra proposta é criarmos uma unidade de pronto-atendimento na região do Porto Meira para evitar que as pessoas da região Sul da cidade tenham que se deslocar até a região Norte para ser atendido. Queremos também, em parceria com o governo do estado, implantar um hospital-escola no Hospital Municipal, para trazermos o curso de Medicina para Foz do Iguaçu e acabarmos com a falta de médico em toda a região.

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