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Milho e soja, as principais culturas desta safra, devem responder por cerca de 89% dos grãos produzidos do país. | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Milho e soja, as principais culturas desta safra, devem responder por cerca de 89% dos grãos produzidos do país.| Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

Em seu segundo levantamento de safra para a temporada 2017/18, divulgado nesta quinta-feira (9), a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) projeta uma colheita de grãos entre 223,3 a 227,5 milhões de toneladas. O registro representa um recuo entre 6,2% e 4,4% em relação à safra passada, que foi de 238 milhões de toneladas.

A perspectiva de redução se deve ao fato de que a safra passada registrou recorde de produtividade graças às boas condições climáticas, cenário que pode não se repetir. A soja, por exemplo, alcançou produtividade de 3.364 kg/hectare na safra 2016/2017. Para a safra atual, a produtividade estimada é de 3.075 kg/hectare, com base nas análises estatísticas das séries históricas e dos pacotes tecnológicos utilizados nos últimos anos.

Já com relação à área plantada, favorecida pelo aumento do plantio de algodão e, sobretudo, da soja, espera-se a manutenção ou um aumento de até 1,9%, podendo alcançar números que variam de 61 a 62 milhões de hectares.

Soja e milho, as principais culturas desta safra, devem responder por cerca de 89% dos grãos produzidos do país. A expectativa é de que a produção de soja alcance até 108,6 milhões de toneladas e a do milho total, 93,1 milhões de toneladas, distribuídos entre primeira e segunda safra. A primeira safra de milho pode alcançar números menores que os do último período e cair até 24,5 milhões de toneladas, enquanto que a segunda safra pode atingir 67,2 milhões de toneladas.

A área do milho primeira safra deve recuar de 11,5% a 7,5% em relação a 2016/2017, o que vai refletir na diminuição da área total da cultura, estimada entre 631,6 e 409,6 mil hectares. No caso da soja, a maior liquidez e a possibilidade de melhor rentabilidade frente a outras culturas deve estimular o preparo de uma maior área para produção, com elevação média de 3,1%, algo entre 34,6 e 35,3 milhões de hectares.

A produção e a área de algodão, feijão-comum preto e mamona deverão aumentar, assim como o amendoim primeira safra que sinaliza melhor número na área. A pesquisa foi feita nos principais centros produtores de grãos do país, entre os dias 23 e 27 de outubro.

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