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Na linha do tempo

  • Carlos Guimarães Filho

1911

Os primeiros imigrantes holandeses chegam a Carambeí. Grupos que não tinham encontrado condições para criação de gado e plantio na região de Irati, três anos antes, passam a produzir alimentos nos Campos Gerais.

1916

Chegam mais famílias de imigrantes especializados na fabricação de queijo e manteiga. O leite e seus derivados foram a base da colônia holandesa nas primeiras décadas, apesar de os rebanhos serem formados por animais mestiços.

1925

(Foto: Acervo/ Parque Histórico de Carambeí)

Sete produtores fundam a Batavo, a primeira cooperativa de produção do Brasil. A empresa foi oficializada apenas em 1941. A ideia inicial era eliminar a disputa predatória e reforçar a atuação na região.

1933

O sucesso da empreitada holandesa faz com que uma comitiva oficial do país de origem dos imigrantes desembarque em Carambeí, junto com novos grupos de imigrantes.

1945

Após a 2ª Guerra Mundial, os imigrantes trazem para o Brasil vacas da raça holandesa, especificamente para produção de leite. Começa a escalada de ampliação da produtividade, que hoje chega a médias de mais de 35 litros por animal ao dia.

1947

(Foto: Acervo/ Parque Histórico de Carambeí)

Temendo novos conflitos internacionais na Europa, novos grupos de famílias desembarcam em Carambeí. Junto com os holandeses, vieram imigrantes de outras origens.

1951

Fundação da cooperativa Castrolanda, em Castro, planejada na Holanda, de onde saíram 50 famílias que compraram 5 mil hectares na região e trouxeram máquinas e gado leiteiro.

1960

Fundação da cooperativa Capal, em Arapoti. Empresa foi criada por iniciativa de 21 holandeses.

1975

(Foto: Acervo/ Parque Histórico de Carambeí)

Terras aradas mostram sinal de degradação. Começam os primeiros testes com o plantio direto na palha, inspira­dos em práticas adotadas nos Estados Unidos. Em 35 anos, a alternativa virou regra.

1995

Carambeí é oficial­mente desmembrada de Cas­­tro, tornando-se um município.

2011

Comemoração do centenário da imigração holandesa em Carambeí. Projeto de lei assinado pela presidente Dilma Rousseff instituiu 2011 como o Ano da Holanda no Brasil.

Isolados e sem recursos

A saga dos primeiros imigrantes holandeses no Paraná começou em Irati, em 1908. Fugindo da crise que assombrava a Europa, cerca de 200 famílias atravessaram o Atlântico em busca terras, sementes e gado para recomeçar a vida. Ao chegar à região, os colonos encontraram uma área de mata fechada e não tiveram o respaldo prometido, mostram registros históricos.

“Foi muito decepcionante. Tanto que a grande maioria retornou à Holanda e outros vieram para Carambeí (1911), onde receberam alguns animais e terras, com dez anos para pagar”, conta Dick Carlos de Geus, filho de imigrantes.

O isolamento, já que a região ainda estava sendo ‘descoberta’, também dificultou os primeiros anos dos holandeses no Brasil. Para conseguir remédios, precisavam fazer viagem de dois dias a Ponta Grossa.

Faltava até assistência técnica. Os agrônomos eram ligados ao estado e viviam na cidade, aponta Geus. “Eles [os imigrantes] escreviam cartas para a Ho­­­landa pedindo revistas de como tratar doenças do gado e da lavoura. Em alguns casos, a resposta demorava seis me­­ses”, relata.

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