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Suínos da raça Duroc  em propriedade rural paranaense
Suínos da raça Duroc em propriedade rural paranaense| Foto: Arquivo / Gazeta do Povo

Começou o “censo animal” do Paraná, que neste ano, por causa da Covid-19, se estenderá por um período prolongado de sete meses, até novembro. É apenas o segundo ano em que o estado realiza um levantamento numérico detalhado dos rebanhos dos animais de produção – entre eles, bois, búfalos, cavalos, suínos, peixes, galinhas, caprinos e ovinos.

Até o ano passado, e durante mais de 50 anos, o cálculo dessas populações de animais comerciais era feito em cima de declarações dos pecuaristas, que a cada campanha de vacinação do rebanho bovino precisavam relatar a quantidade de outras espécies também existentes na propriedade. Com a nova metodologia, iniciada no final de 2019, o preenchimento da declaração censitária passou a ser obrigatório semestralmente a todas as propriedades, pecuaristas ou não, mesmo as de subsistência. “Antes, apenas os produtores que tinham bovinos preenchiam o formulário. Aqueles que só têm cavalos, suínos ou aves, ficaram de fora. Então, melhorou muito a qualidade das informações”, destaca Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR).

A informação mais precisa sobre o tamanho e a distribuição geográfica dos plantéis no Paraná é fundamental no processo de vigilância sanitária e de obtenção do reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa, sem vacinação – o que deve acontecer na assembleia-geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em maio de 2021. Gonçalves Dias ressalta que, sabendo onde estão as propriedades e as criações, será possível “intervir da melhor maneira possível, em caso de doença”. “Também precisamos dessas informações para o produtor poder movimentar os animais, para saber de onde estão saindo e para onde estão indo. As doenças se disseminam muito pelo trânsito, pelo transporte dos animais. A ideia é evitar que a doença saia de um local e vá para outro”, destaca.

Se o Paraná obtiver mesmo o certificado de área livre de febre aftosa em 2021, não necessariamente o rebanho bovino será o maior beneficiado. A expectativa é de que o novo status dê um impulso à suinocultura no estado, que já vem crescendo em ritmo acelerado. Há cerca de cinco anos, o plantel paranaense de suínos girava em torno de 4 milhões de cabeças e, atualmente, se aproxima de 6 milhões. “A tendência é esse mercado crescer ainda mais. Em Assis Chateaubriand, por exemplo, a Frimesa está construindo uma planta com capacidade de abate de 15 mil animais por dia”, sublinha Gonçalves Dias.

A atualização dos rebanhos pode ser feita presencialmente numa unidade da Adapar ou nos escritórios de atendimento municipal autorizados, nos sindicatos rurais autorizado ou, ainda, de forma on-line, no site da Adapar (http://www.adapar.pr.gov.br/).

Produção dos principais animais comerciais no Paraná, conforme 1º "censo animal", em 2019:

  • Bovinos: 8,85 milhões de cabeças em 175 mil propriedades.
  • Búfalos: 35,3 mil cabeças em 1078 propriedades.
  • Suínos: 5,86 milhões de cabeças em 69 mil propriedades.
  • Ovinos: 496 mil cabeças em 29 mil propriedades.
  • Caprinos: 49 mil cabeças em 10 mil propriedades.
  • Aves: capacidade de alojamento de mais de 1 bilhão de aves de corte em 15.600 propriedades com aviários. Obs: por se tratar de uma criação com ciclo rápido (pouco mais de um mês), o censo não aponta um número fechado para o plantel do estado.

Municípios campeões em produção de bovinos:

  • 1- Ortigueira, mais de 150 mil cabeças;
  • 2- Guaraniaçu, mais de 135 mil cabeças;
  • 3- Paranavaí, mais de 130 mil cabeças.

Municípios campeões em produção de suínos:

  • 1- Toledo, mais de 1,05 milhão de cabeças
  • 2- Marechal Cândido Rondon, 450 mil cabeças;
  • 3- Santa Helena, 240 mil cabeças.
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