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O presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, alertou que, mesmo quando os bloqueios terminarem, ainda levará semanas até que os setores afetados pela paralisação de caminhoneiros seja restabelecidos. "O ciclo de produção de aves, que é o mais rápido, demora 45 dias. Não há dúvidas que faltará alimentos nas prateleiras", considerou, em comunicado.

Turra está otimista quanto à liberação gradual do fluxo de veículos que não aderiram ao movimento de paralisação. Ele participou nesta quarta-feira (25) da negociação entre governo e representações dos caminhoneiros, que bloqueiam estradas desde a semana passada.

Ele acrescentou que a expectativa é que os caminhoneiros aceitem a proposta do governo para, posteriormente, negociarem outros pontos. "Falta centralização nas negociações, mas cremos que, conforme ocorra o aceite das propostas por cada sindicato, gradualmente os bloqueios se encerrarão. Contudo, não poderá o governo, com isto, retirar nenhum item da pauta de negociação com os caminhoneiros", informou.

A avicultura e a suinocultura contabilizam fortes prejuízos com a greve. Mais de 60 plantas frigoríficas apresentam redução da produção ou paralisação total. Pequenas e grandes empresas foram prejudicadas. Contratos de exportação começam a ser postergados. Na região de Toledo (Oeste), 900 mil pintinhos precisaram ser descartados, além de outros 750 mil na região Sudoeste, por causa das paralisações no transporte das aves e de rações. Se a greve continuar as chocadeiras precisarão ser desligadas, indica o setor.

"Trabalhamos durante décadas para a construção da imagem da cadeia produtiva como sustentável, pautado pela qualidade, sanidade e preservação do bem-estar animal. Agora, circulam imagens que prejudicam gravemente este trabalho, em uma situação que não foi gerada pelo setor", lamentou.

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