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Em 2016, as carnes ficaram em segundo lugar na pauta de exportações do Brasil. | Hugo Harada/Gazeta do Povo
Em 2016, as carnes ficaram em segundo lugar na pauta de exportações do Brasil.| Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo

A revelação de um esquema de corrupção que colocou sob suspeita 21 frigoríficos, na Operação Carne Fraca da Polícia Federal, causou uma queda substancial na média diária exportada de carnes bovina, suína e de franco para o mundo. Segundo o Ministério de Indústria, Comércio Exterior e Serviços, na última terça-feira o total vendido ao exterior, que ficava em torno de US$ 63 milhões por dia, caiu para US$ 74 mil. Esse cenário, já repassado ao Palácio do Planalto nesta manhã, preocupa o governo brasileiro, que vem tentando evitar que o Brasil perca mais mercados.

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Além da estratégia de convencimento, o governo investe no marketing. Neste momento, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, está a caminho de um supermercado de Brasília para comprar carne. Ontem, Maggi esteve em um frigorífico do interior do Paraná acompanhando uma fiscalização. No último domingo, o presidente Michel Temer levou embaixadores de países importadores de carne brasileira para uma churrascaria.

Em 2016, as carnes ficaram em segundo lugar na pauta de exportações do Brasil, com US$ 14,2 bilhões, só perdendo para os produtos do complexo soja (US$ 25,418 bilhões). A participação de carnes em geral no total ficou em 16,73%.

Estocagem

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), disse que o sistema de estocagem de carnes tem uma margem de 7 a 8 dias. “Depois disso, as gôndolas e os navios precisam escoar o produto, senão o processo entra em colapso”, afirmou, ao chegar para uma audiência com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

O secretário estadual de Agricultura catarinense, Moacir Sopelsa, disse que existem cargas de frango e de suíno que não conseguem ser desembarcadas na China, em Hong Kong e na Rússia. O secretário afirmou ainda que, por causa da operação, é certo que haverá prejuízo para a produção.

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