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No ano passado, Hong Kong proibiu a importação de carnes de aves congeladas e refrigeradas do Brasil quatro dias após a deflagração da primeira fase da Carne Fraca. | Albari Rosa/Gazeta do Povo
No ano passado, Hong Kong proibiu a importação de carnes de aves congeladas e refrigeradas do Brasil quatro dias após a deflagração da primeira fase da Carne Fraca.| Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

O Centro de Segurança Alimentar (CFS, na sigla em inglês), de Hong Kong, informou ter pedido esclarecimentos às autoridades competentes brasileiras sobre a terceira fase da Operação Carne Fraca, que teve como alvo a empresa BRF, uma das principais exportadores de carne de aves e suínos do País. Em um comunicado de alerta sobre incidentes alimentares, publicado em seu site nesta terça-feira (6), o CFS diz que está investigando se produtos envolvidos na investigação chegaram ao mercado local.

O órgão do governo relatou, ainda, que “permanecerá vigilante, monitorando qualquer novo desenvolvimento sobre o caso, e irá tomar as medidas adequadas quando necessário”.

Batizada de Trapaça, a operação da segunda-feira (5) da Polícia Federal teve como alvo apenas a BRF e resultou em 11 mandados de prisão temporária. Entre elas, a de Pedro Faria, presidente da empresa até o ano passado.

A Trapaça aponta que cinco laboratórios credenciados no Ministério da Agricultura e setores de análises da BRF fraudavam resultados de amostras, informando ao Serviço de Inspeção Federal (SIF) dados fictícios.

Ainda na segunda, a União Europeia pediu esclarecimentos ao Brasil sobre a operação. Bruxelas não afastou a possibilidade de aplicar novas medidas restritivas contra os produtos brasileiros, caso considere que seja necessário.

No ano passado, Hong Kong proibiu a importação de carnes de aves congeladas e refrigeradas do Brasil quatro dias após a deflagração da primeira fase da Carne Fraca.

Os asiáticos são o quinto maior mercado entre os mais de 150 que importam frango do Brasil, com US$ 393,4 milhões em receita em 2017.

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