i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Pecuária

Briga da peste suína resolve a da aftosa

Barreiras exigidas pelo Ministério da Agricultura para suinocultura são as mesmas aguardadas para controle do trânsito de bovinos

  • PorJosé Rocher
  • 23/03/2015 20:07
Com participação limitada nas vendas externas, suínos do Paraná acabam sendo destinados ao mercado interno. |
Com participação limitada nas vendas externas, suínos do Paraná acabam sendo destinados ao mercado interno.| Foto:

O esforço que o Paraná promete fazer para ganhar reconhecimento internacional de área livre de peste suína sem vacinação em 2016 deve atender também exigências relacionadas à aftosa, discutidas há uma década. A estrutura de controle sobre o trânsito de animais necessária para uma região ser reconhecida como área livre da aftosa sem aplicação de vacinas é a mesma da peste suína, afirma o diretor de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Marques.

O Mapa pressiona o Paraná a contratar 169 servidores já concursados para a Agência de Defesa Agropecuária (Adapar) e a estruturar 23 postos de vigilância nas divisas do estado. Essas medidas vêm sendo adiadas desde a gestão estadual passada.

O clima é de corrida contra o tempo. “Vamos contratar os servidores em 2 de maio... Na sequência, decidiremos no Conesa [Conselho de Sanidade Agropecuária] se a vacinação de maio contra a aftosa será a última. Se considerarmos que isso é possível, 100% do rebanho terá de ser vacinado, pela última vez”, afirma o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. Ele sustenta que o estado pode decidir pela suspensão da vacina antes do reconhecimento de área livre do Mapa ou da Organização Mundial de Saúde Animal.

Neste momento, a iniciativa privada pressiona o estado a investir em sanidade para ampliar a exportação de carne suína. As cooperativas Batavo, Castrolanda e Capal, dos Campos Gerais, acabam de inaugurar frigorífico de R$ 200 milhões, já com meta de dobrar o abate diário e chegar a 5 mil suínos por dia. A planta nasce com objetivo de ampliar faturamento de R$ 500 milhões para R$ 1 bilhão ao ano. No Oeste do estado, a Frimesa investe mais de R$ 450 milhões, numa planta em Assis Chateaubriand, que deve operar em 2016. O frigorífico vai abater 7 mil suínos ao dia e pode chegar a 14 mil ao dia.

As indústrias da carne bovina, por sua vez, dependem de reestruturação de toda a cadeia para redirecionarem os frigoríficos à exportação, dez anos depois da crise da aftosa.

R$ 650 milhõesestão sendo aplicados em dois frigoríficos de carne suína, um nos Campos Gerais e outro no Oeste, que vão depender de aumento nas exportações de estado. Investimento público em defesa sanitária torna-se crucial para sustentar os investimentos das cooperativas em indústrias e para a própria cadeia produtiva.

Barreirasnas divisas podem garantir status de área livre de peste suína sem vacina e também levar à suspensão da vacinação de 9,4 milhões de bovinos contra a febre aftosa, antes mesmo de reconhecimento do Ministério da Agricultura.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

    Receba Nossas Notícias

    Receba nossas newsletters

    Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

    Receba nossas notícias no celular

    WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

    Comentários [ 0 ]

    O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.