PUBLICIDADE
  1. Home
  2. Pecuária
  3. Paraná pode antecipar suspensão da vacina contra febre aftosa
ministério

Paraná pode antecipar suspensão da vacina contra febre aftosa

Retirada da campanha no estado deverá acontecer junto com Acre, Rondônia, parte do Amazonas e de Mato Grosso

Antônio More/ Gazeta do Povo Em relação ao Paraná, o Mapa considera possível a antecipação, cabendo ao governo local, no final, decidir pela aceleração. | Antônio More/
Gazeta do Povo

Em relação ao Paraná, o Mapa considera possível a antecipação, cabendo ao governo local, no final, decidir pela aceleração.

  • Da Redação

O Paraná vai antecipar para maio do ano que vem a retirada da vacinação contra a febre aftosa, se resolver pequenas inconformidades verificadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), como a necessidade de melhorias em postos fiscais. No planejamento original, o Paraná só seria livre de febre aftosa sem vacinação em 2021.

Segundo o diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA), Guilherme Marques, o Ministério da Agricultura vai enviar para autoridades sanitárias do estado, ainda neste mês, o relatório das inconformidades encontradas em duas auditorias realizadas ao longo deste ano.

Caso o Mapa aceite as correções providenciadas, o Paraná será autorizado a começar a retirada da vacinação, em sete meses, juntamente com o Acre, Rondônia, parte do Amazonas e de Mato Grosso, estados que fazem parte do chamado bloco 1 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA). Atualmente o PR, que tem rebanho de 9,5 milhões de bovinos, faz parte do bloco 5 do PNEFA, cuja retirada da vacina está prevista para 2021.

Nesta semana, integrantes do DSA e representantes das 27 unidades federativas estiveram reunidos na Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro), em Brasília, para avaliar o primeiro ano de execução do PNEFA (2017/2026). Segundo Marques, para dar suporte ao programa, a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) está buscando no Congresso Nacional emendas parlamentares que garantam R$ 150 milhões. Do total, R$ 100 milhões serão direcionados à saúde animal nos estados.

O chefe da Divisão de Febre Aftosa do Mapa, Diego Viali, informou que o cronograma do PNEFA está dentro do previsto, com os estados do bloco 1 realizando as ações esperadas. Também estão sendo tomadas as medidas para organizar os blocos 2 e 3. Do 2, fazem parte Amazonas, Amapá, Pará e Roraima. O 3 é integrado por Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.

Em relação ao Paraná, o Mapa considera possível a antecipação, cabendo ao governo local, no final, decidir pela aceleração. Os pontos que o Mapa está focando no Paraná são a estruturação dos postos fixos de entrada e saída de animais nas divisas do estado, bem como o controle de trânsito, pois o PR terá que garantir que os animais e seus produtos e subprodutos estão sendo fiscalizados. Precisará ter maior controle e vigilância quando não houver mais a proteção da vacinação.

A chefe da Seção de Saúde Animal da Superintendência Federal da Agricultura do PR, Juliana Azevedo Castro, lembrou que “o estado foi submetido em janeiro a auditoria do Programa Quali SV - Qualidade e Serviço Veterinário”, sendo bem avaliado. Durante o ano, o serviço veterinário estadual pediu ao DSA uma auditoria nos postos de divisa com São Paulo e Mato Grosso do Sul, para saber a condição desses locais. A auditoria foi feita no começo de setembro, quando foram visitados todos os postos das divisas entre os dois estados. O Paraná tem 33 postos nas fronteiras com SP, MS e Santa Catarina.

Siga o Agronegócio Gazeta do Povo

8 RECOMENDAÇÕES PARA VOCÊ

VOLTAR AO TOPO

NOTÍCIAS POR CULTURA