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Amilton Índio  segura dois exemplares da linha Dairy Delivery. Cada um é avaliado em  R$ 4 mil. | Henry Milleo/Gazeta
Amilton Índio segura dois exemplares da linha Dairy Delivery. Cada um é avaliado em R$ 4 mil.| Foto: Henry Milleo/Gazeta

O apartamento do funcionário público aposentado Amilton Magno Hoffmann da Rocha, 55 anos, tem uma decoração bastante peculiar. Em praticamente todos os cômodos, as paredes acolhem prateleiras e mais prateleiras de miniaturas de carros da linha Hot Wheels na escala 1:64 (64 vezes menor que um automóvel em tamanho real).

São tantos exemplares que o colecionador parou de contar quando chegou a 10 mil unidades, isso há nove anos. “Devo ter algo entre 15 mil e 20 mil. A coleção está por toda a casa, só no banheiro que não”, diz.

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O hobby do curitibano iniciou em 2003, quando ele foi ao shopping comprar uma miniatura para o filho Rodrigo Palka, à época com 7 anos. “Ele me pediu um Hot Wheels e eu nem conhecia essa linha (da Mattel). Meu filho foi crescendo e acabou enjoando dos carrinhos, mas eu continuei a comprar e não parei mais.”

As prateleiras de carrinhos estão espalhadas por todo os lados.
Linha Ford Truck 1956 é uma das preferidas do colecionador.

Índio, como é mais conhecido no meio do colecionismo paranaense, afirma que o Paraná hoje é o segundo estado neste tipo de hobby, só atrás de São Paulo.

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Na coleção de Índio, existem modelos que custam pequenas fortunas. É o caso da camionete e furgão Dairy Delivery e suas edições especiais. Algumas delas tiveram apenas 100 unidades produzidas. “Um furgão da linha, por exemplo, vale R$ 4 mil. Tenho uma fileira de dez modelos Dairy Delivery que equivale ao preço de um carro popular”, ressalta o aposentado. Ele também cultua outras preciosidades como a Ferrari 1967. “Toda a coleção daria para comprar um apartamento “, avalia.

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Por falar em Ferrari, são 750 unidades da marca italiana ocupando dez caixas. As paredes da sua residência exibem ainda Camaros (são 200 ao todo), Mercury (todos os modelos), Mustang, Porsche, Ford GT, monopostos de Fórmula 1, carros da Nascar, entre outros.

Diferentemente do que faz boa parte dos praticantes do hobby, Índio prefere retirar seus brinquedinhos da embalagem e mantê-los nas caixas de madeira e tampa acrílica. “Muitos não abrem a cartela, com a expectativa de vendê-los depois. Eu não, tenho de tocá-los, sentir os carrinhos, mexer nas rodinhas. Não penso em vendê-los. Às vezes, dou como presente às pessoas”, conta.

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Além de encontros em Curitiba, o colecionador também é figura cativa em exposições pelo Brasil, como em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e no Nordeste. “Eu pretendo ir a Los Angeles, em outubro, participar de um evento só com Hot Wheels. Lá estarão os designers da Mattel (que projetaram muitos do modelos que o ex-funcionário público tem em casa).”

História

A Hot Wheels surgiu em 1968 - no Brasil chegou só em 1996. Ela reproduz em escala reduzida réplicas de carros e motos, além de exemplares customizados. De lá para cá já foram comercializados algumas dezenas de bilhões de miniaturas, fabricadas atualmente na Malásia, China e Tailândia.

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