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Conservar e prolongar a vida útil dos pneus exige alguns cuidados dos motoristas. Manter a pressão do ar em dia e aproveitar as revisões periódicas para fazer o rodízio e verificar o alinhamento são atitudes importantes. Mas isso não é tudo. Veja quais outras medidas tomar para não trocar os pneumáticos tão cedo e manter a sua segurança e a da sua família:

Mantenha-os calibrados

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Um dos primeiros cuidados que os motoristas devem ter é calibrar regularmente os pneus. Quando os níveis de pressão estão baixos, o consumo de combustível aumenta e as frenagens são afetadas, ao ponto de o carro ficar mais vulnerável em casos de aquaplanagem. “Se a pressão é inadequada, o comportamento do veículo se altera e a distância percorrida nas frenagens pode se ampliar em até quatro metros” alerta o gerente de marketing da Michelin, Flávio Santana. Em geral, a pressão adequada é indicada no manual do proprietário. As calibragens devem ser feitas numa média de 15 dias.

Atenção no alinhamento

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O alinhamento é outro ponto que merece atenção. Quando estão desalinhados, os pneumáticos apresentam desgastes irregulares em determinadas áreas de contato com o solo, o que pode comprometer a vida útil em até 50% e afetar os sistemas de suspensão e de direção. Para evitar dores de cabeça, Santana recomenda que o ajuste seja feito pelo menos a cada revisão . Para identificar possíveis problemas, os condutores devem observar se o carro pende mais para um lado do que para o outro em vez de manter uma mesma trajetória e se há diferença de desgaste nos pneus.

Faça o rodízio periódico

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A tração dianteira está presente na maioria esmagadora dos automóveis vendidos no Brasil, o que faz com que os pneus da frente se desgastem mais do que os traseiros. Por isso o rodízio periódico dos quatro componentes é aconselhável, para que o desgaste seja mais parelho. Como efeito, a troca não só extende a vida útil como também evita derrapagens ao pisar no freio. “O rodízio traz equilíbrio para os pneus, o que melhora a aderência e faz com que o carro não escape em curvas ou frenagens”, conta o gerente da Michelin. De acordo com ele, a revisão é o melhor momento para a troca de posição dos pneus.

Estepe, só para emergências

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Imprevistos acontecem com todo o mundo, e nunca se sabe quando será necessário trocar um pneu furado na rua ou na estrada. E é para estas situações que existe o estepe. Por isso, usá-lo regularmente em vez de reservá-lo para a sua função original pode pegar o motorista de calças curtas caso surja algum problema. Assim como os demais pneus, o reserva deve estar com a pressão em dia, sendo verificada quinzenalmente. Por outro lado, o condutor não deve se preocupar caso tenha um estepe temporário, que possui dimensões menores que os demais. Santana afirma que desde que estejam bem conservados, eles não oferecem riscos aos condutores.

Aros maiores afetam a performance

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A personalização dos carros faz sucesso com muitos motoristas e a troca dos pneus originais por outros com aros maiores é uma das mudanças mais comuns nestes casos. Embora essa alteração não influencie na conservação dos pneumáticos, o ato resulta em perda de torque, mais gasto com combustível – devido ao aumento do atrito com o solo – e distorções entre a velocidade real e a indicada no painel, o que pode gerar multas. Entretanto, segundo o gerente de marketing da Michelin, quando a montadora prevê mais de um tipo de aro para um determinado modelo, a troca não traz esse tipo de consequência.

Cuidado com os remoldados

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Quando é chegada a hora de renovar os pneus, há consumidores que fogem dos novos em detrimento dos preços mais em conta dos remoldados – feitos a partir da carcaça de usados. Mas esta opção oferece riscos. Santana conta que todos os pneumáticos são projetados para ter uma determinada duração. Após ultrapassar a quantidade prevista de quilômetros rodados, a estrutura interna começa a fadigar, apresentando a possibilidade de se romper ou ‘explodir’ no caso dos remoldados. “Essa fadiga ocorre na carcaça dos pneus dos automóveis de passeio, que diferente dos de ônibus e de caminhões, não podem ser reutilizados e rodar mais quilômetros”, acrescenta.

Evite riscos com os seminovos

Na busca pela economia, os consumidores também têm a possibilidade de adquirir em algumas lojas os pneus seminovos, que, em tese, tiveram um menor tempo de uso e possuem um melhor estado de conservação. Só que na prática a realidade pode ser outra. O gerente da Michelin declara que apesar de o consumidor ter a possibilidade de levar pneus bons por um preço camarada, no fim sempre há o risco de comprar gato por lebre. “Nesses casos, o usuário comum tem dificuldade de diferenciar os pneus com bom e com mau estado de conservação. Por isso, não recomendamos a compra dos seminovos”, afirma Santana.

Identifique a hora certa para a troca

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Um dos erros mais comuns dos usuários é deixar para trocar os pneus apenas quando eles ficarem ‘carecas’. Mas isso pode colocá-los em perigo, porque os pneumáticos perdem a aderência ao solo nestas situações, ficando vulneráveis a estouros, além de perderem a estabilidade em curvas e pisos molhados e apresentarem uma maior distância nas frenagens. Para saber qual é o momento de renová-los, o condutor deve ficar atento aos indicadores de desgaste nos pneus, que são localizados por meio de triângulos ou da sigla TWI nas laterais. Ao olhar para os sulcos nesta direção, é possível encontrar pequenas ‘lombadas’ de borracha. Se as marcações aparecerem, significa que é hora de trocar.

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