Perda de estabilidade em curvas, desgaste prematuro dos pneus, resposta lenta do freio, balanço excessivo do veículo e ruídos na suspensão após arranques ou freadas bruscas. Se o seu carro começa a apresentar alguns desses sintomas é sinal de que os amortecedores podem estar com os dias contados. Dos vários itens de segurança do automóvel, certamente eles figuram entre os mais importantes, pois são os responsáveis por manter o contato permanente entre o pneu e o solo, além de suavizar os impactos causados por imperfeições no terreno.

Para se ter uma idéia, um amortecedor com 50% da vida útil comprometida, rodando em uma velocidade de 50 km/h, pode aumentar a distância de frenagem em 2 metros, segundo exemplifica profissionais do Conselho Técnico da Monroe, que, ao lado da Cofap, está entre as principais fabricantes no país. Por sua vez, se todos os amortecedores do automóvel apresentarem este desgaste e o condutor fizer uma curva a 57 km/h, pode-se perder o controle do automóvel.

De acordo com Nilton Tadeu Durães, gerente de Engenharia Aftermarket, Serviços e Treinamento da Monroe, durante a sua vida útil um amortecedor é submetido a milhões de oscilações, com elevados esforços e atritos entre seus componentes móveis. Isso gera fadiga nas molas e desgaste nos pistões, tubos de pressão e nos selos que mantém o óleo do interior vedado. "Com o desgaste, a vida útil da equipamento é limitada, tornando-o ‘sem ação’. É nessa hora que ele deve ser substituído", alerta Durães.

O técnico da Cofap para a Região Sul, Ivo Antônio Manfron, explica que se o veículo anda muito em estradas esburacadas e com deformações acentuadas e passa por muitos quebra-molas (principalmente sem diminuir a velocidade) a tendência é o componente durar menos que o tempo médio previsto nos manuais de 45 mil quilômetros. "Como as situações das rodovias às vezes são precárias, acabam por exigir mais dos amortecedores", ressalta Manfron. Ele sugere que seja feita revisão periódica a cada 10 mil quilômetros, mas isso não quer dizer que precise trocar as peças. "É melhor verificar se está tudo em ordem do que incorrer num gasto maior depois, já que um amortecedor danificado acaba por afetar as demais peças da suspensão".

A recomendação de Guilherme Saldo, gerente da Casa das Molas, no bairro Prado Velho, em Curitiba, é trocá-lo aos pares porque, geralmente, quando um lado está desgastado, o outro também está. Salvo os que tiveram a peça comprometida por um buraco ou esteve envolvido num acidente, desde que a última troca não tenha sido feita a mais 10 mil quilômetros. "Nem sempre o desgaste é igual na traseira e na dianteira. Por isso, avaliamos se há realmente a necessidade de se trocar as quatro peças. O ideal seria efetuar a substituição do conjunto para manter excelência na suspensão, mas devido ao custo, há clientes que optam por retirar apenas a dupla mais desgastada", diz Saldo.

O par de amortecedores varia de R$ 150 a R$ 1 mil e a mão-de-obra de R$ 50 a R$ 150, dependendo do ano e modelo do veículo. Os especialistas recomendam sempre procurar por serviços autorizados, pois além de oferecerem garantia de fábrica de 40 mil km ou dois anos, ainda prezam pela qualidade na hora de montar o conjunto de amortecedores. "Apesar de raro, pode ocorrer problemas equipamento relacionados à colocação inadequada das peças", alerta Clodoaldo Aloísio, líder de serviços da Dpaschoal, da Avenida das Torres, em Curitiba.

Serviço: Casa das Molas (0XX41) 3332-7007. Dpaschoal - Fone: (0XX41) 3296-2001. Bana Pneus - Fone (0XX41) 3339-2082.

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