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A trajetória de 21 anos de fabricação do Fiat Palio chega ao fim. A segunda geração, chamada de Novo Palio e lançada em 2011, teve a produção finalizada, assim como havia ocorrido na virada do semestre com as linhas Fire e Way (já destinadas a frotistas). 

As versões com motorizações 1.4 e 1.6 também já haviam se despedido do mercado recentemente, restando apenas o 1.0.

A aposentadoria do hatch abre espaço de vez para que a Fiat concentre suas fichas no Argo, o modelo que deverá assumir o papel de best-seller da marca em breve. 

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Sucesso de mercado durante as duas décadas, o Palio foi o responsável por quebrar a hegemonia do Volkswagen Gol como o campeão de vendas no Brasil. Ele assumiu o topo do ranking em 2014, beneficiado pelo convívio nas lojas da antiga e nova gerações. 

Esta liderança durou até agosto de 2015, quando foi superado pelo Chevrolet Onix. De lá para cá, o carro perdeu terreno para modelos mais modernos e para o próprio irmão Mobi, que em 2017 passou a ser o hatch mais comercializado da Fiat

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Uma breve história do Palio:

  • 1996: O Palio é lançado em versões de três e cinco portas. Vinha equipado com motor 1.5 e 1.6 (este com 106 cv). No mesmo ano, surge a opção 1.0, o que faz do Palio o primeiro carro nacional com essa cilindrada a vir equipado com freios ABS e airbags frontais.

 

  • 1997: a família Palio ganha a companhia da perua Weekend e do sedã Siena.
  • 1998: a linha ganha a picape Strada e a versão 1.0 do Siena associado ao câmbio de seis marchas.
  • 1999: estreia da configuração Citymatic, que, apesar da caixa manual, trazia o acionamento automático da embreagem, algo inédito no propuslor 1.0. O sistema migraria para o Palio EX. No mesmo surgem a Palio Adventure e a Strada com cabine estendida.
  • 2000: a linha de motores Fire estreia na opção 1,25 litro. O 1.0 litro Fire aparece na linha 2001, acompanhado da alteração no estilo e no interior. 
  • 2002: lançamento do Palio Fire, versão de entrada da linha.
     

  •  2003: modelo renova no estilo e no painel, além de ganhar o motor flex de 1,25 litro, o primeiro da Fiat. Já o 1.8 da General Motors substitui o 1.6.
  • 2005: o Palio ganha um ar esportivo na versão 1.8R. Ela exibe faixas laterais e cintos vermelhos, repetindo o que o Uno 1.5R na década de 1980.

  • 2007: a Fiat resolve adotar um novo estilo, com elementos ovais, que acaba não sendo bem aceito pelos consumidores. Isso faz a marca mexer nos faróis pouco tempo depois. Esse desenho, o terceiro na linha, não migrou para a versão Fire, que manteve o visual (o segundo) até o fim.
  • 2010: é a vez do motor E-Torq 1.6 entrar no lugar do 1.8 (da GM).
  • 2011: lançada a segunda geração do Palio, com desenho mais atual, dimensões maiores e motores de 1.0, 1.4 e 1.6. A versão mais cara vinha equipada com a transmissão automatizada Dualogic. A versão Sporting segue a proposta do antigo 1.8R.

  • 2014: assume o posto de o carro mais vendido do Brasil, superando o VW Gol, que reinou entre 1987 e 2013. O Fire incorpora a versão Way, com apelo ‘off road’ e suspensão elevada.
  • 2017: Palio Fire sai de produção em janeiro, com o estoque suficiente para atender os frotistas até julho, quando se despede definitivamente da linha de montagem; Em novembro, sai de cena a segunda geração, que nunca repetiu o mesmo sucesso da primeira.

Carros que já saíram de cena em 2017

Hyundai i30

O hatch médio que um dia já foi líder de vendas no Brasil e ajudou a projetar a marca da Hyundai por aqui está vivendo de estoque. O Grupo CAOA, responsável por importar os modelos da marca sul-coreana, interrompeu a vinda do i30 sem previsão de retorno.

O carro ainda consta no site da marca no modelo 2016, por R$ 82.190. Lá fora, a nova geração já estreou, mas com remotas chances de desembarcar em solo nacional. Quem sabe, a partir do próximo ano quando o peso do ‘Super IPI’ acabar. 

Sem contar que o volume de vendas no segmento de hatch médio cai a cada mês, o que não justificaria uma esforço para manter o i30 ativo no Brasil.

Volkswagen CrossFox

A mais bem-sucedida versão aventureira urbana do mercado sai de cena por cima. O modelo ainda era bem procurado pelos consumidores que buscavam um veículo com o visual fora de estrada e, juntamente com o Fox, figurava com frequência no topo 10 de vendas no Brasil. 

Mas a Volkswagen resolveu apostar as fichas na nova geração do Polo, que chega neste mês. Por isso, reformulou a linha do Fox, que se resume agora a duas versões: Connect e Xtreme, esta com uma proposta mais próxima à do CrossFox, inclusive com caixa de rodas e faróis auxiliares retangulares. Só sem o estepe na traseira.

JAC J3

O modelo que lançou a chinesa JAC Motors no Brasil deixa o mercado seis anos depois de ficar conhecido como o ‘completão’, avalizado pelo garoto-propaganda Faustão.

Junto com ele deixam de existir a variante sedã J3 Turin e o subcompacto J2. O fim dos modelos inaugura um novo capítulo da JAC em solo brasileiro. A empresa resolveu apostar as fichas nos crossovers e utilitários esportivos, segmentos que mais crescem no país.

O sedã J5 e a minivan J6 também terão o mesmo destino, despedindo-se das lojas ao longo do próximo ano.

Chevrolet Captiva

A morte do Captiva fora confirmado no início deste ano quando a Chevrolet anunciou a vinda da terceira geração do Equinox, que estreia nas lojas neste mês.

O utilitário esportivo praticamente havia sumido das ruas e não aparecia há um bom tempo nem entre os 40 SUVs mais vendidos do país.

Chery Tiggo

O utilitário há muito tempo já saiu do site da marca chinesa. Em seu lugar entrará o Tiggo 2, que está em produção na fábrica de Jacareí (SP) desde julho. É um crossover construído sobre a mesma plataforma do Celer.

Oferecido por aqui desde 2013, o Tiggo foi o primeiro chinês com câmbio automático no Brasil, chegando a ser o modelo mais barato do Brasil em segmento a dispensar a embreagem. A caixa administrava o motor 2.0, de 138 cv.

Renault Fluence

As vendas minguadas e o sumiço das ruas decretaram a aposentadoria do Fluence. As vendas ainda continuam, mas somente enquanto houver estoque na fábrica e nas lojas.

Lançado no Brasil em 2011, o Fluence substituiu o Megane Sedan. Bem avaliado pela mídia especializada no lançamento, com o tempo foi perdendo espaço para os outros sedãs que acabaram mais tarde renovados. Casos do Honda Civic, Chevrolet Cruze e Corolla, que trocaram de geração, e do Volkswagen Jetta, reestilizado.

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