No trânsito urbano, o desempenho do Suzuki Burgman i e do Honda Lead 110 praticamente se equivalem. Ambos são alternativas contra os congestionamentos | Doni Castilho/Agência Infomoto
No trânsito urbano, o desempenho do Suzuki Burgman i e do Honda Lead 110 praticamente se equivalem. Ambos são alternativas contra os congestionamentos| Foto: Doni Castilho/Agência Infomoto

A Suzuki demorou em renovar seu scooter e apenas em março deste ano apresentou o Burgman i, com motor de 125 cc e injeção eletrônica. Seu atraso lhe custou a liderança do mercado, hoje ocupada pelo Honda Lead 110, lançado em julho de 2009.

Veja a comparação dos modelos

Mas vale dizer que não foi apenas a letargia da J.Toledo/Suzuki que fez do scooter da Honda o mais vendido do segmento. Projeto já consagrado, o Lead é uma dos modelos mais vendidos da marca em todo o mundo. Mas como nem sempre a liderança de mercado significa a melhor opção de compra, colocamos os dois pequeninos scooters frente a frente em uma disputa urbana para ajudá-lo na hora da compra.

O Burgman i 2011 ganhou injeção eletrônica de combustível para alimentar seu propulsor de quatro tempos, 125 cm³, duas válvulas, OHC, monocilíndrico e refrigeração a ar. Mas para atender às regras antipoluição, o desempenho do motor é bastante comedido para sua capacidade cúbica: produz 9 cavalos de potência máxima a 7.500 rpm e torque máximo de 0.95 kgfm a 6.500 rpm. Números inferiores que o antigo Burgman, que oferecia 12,3 cv de potência máxima e 1,1 kgfm de torque.

Já o Honda Lead tem propulsor monocilíndrico de menor capacidade, 108 cm³, OHC (co­­man­­do simples no cabeçote), porém com arrefecimento líquido. A potência máxima é praticamente a mesma – 9,2 cv a 7.500 rpm – assim como o torque de 0,97 kgfm a 6.000 rpm. O pequeno motor também é alimentado por injeção eletrônica de combustível. Ambos são equipados com câmbio CVT – transmissão continuamente variável – e não têm marchas nem embreagem.

No uso urbano, o desempenho do Burgman i e do Lead 110 praticamente se equivalem. Mas é na hora de acelerar em vias de trânsito mais rápido ou em estradas que o modelo da Suzuki leva vantagem, chegando a atingir velocidade próxima aos 100 km/h no velocímetro, enquanto o scooter Honda tem um limitador que não o deixa passar dos 80 km/h.

Outro ponto positivo do scooter Suzuki foi a economia de combustível. Em cerca de 300 km rodados, o Burgman teve média de consumo que variou entre 38 e 41 km/l. Como tem tanque de 6.0 litros, sua autonomia beira os 250 km. Já o Honda Lead 110 teve média de consumo entre 33 e 35 km/l. E com tanque de 6.5 litros, o scooter tem autonomia para rodar cerca de 200 km.

O Lead marca mais um ponto ao trazer o útil freio de estacionamento, porém não é equipado com um simples descanso lateral – item de série no Suzuki Burgman, que também traz o cavalete central.

Praticidade

A opção de muitos motociclistas em trocar sua moto de "verdade" por um scooter para rodar na cidade se deve à praticidade desses veículos. São fáceis de pilotar, seu escudo frontal protege até mesmo contra garoas, a ausência de pedal de câmbio faz os sapatos durarem mais e o espaço sob o banco e outros porta-trecos faz dos scooters ótimas opções para o uso urbano.

E nesse quesito o Lead ganha de lavada. A começar na hora de abastecer: no Honda não é preciso levantar o banco para colocar combustível, pois o bocal fica no assoalho; já o Burgman exige que se abra o banco.

E não é só isso. Essa diferença de projeto denuncia outra grande vantagem do Lead. Além de reduzir o centro de gravidade e garantir mais estabilidade, o tanque de combustível no assoalho "libera" um enorme espaço sob o banco do scooter Honda. Para se ter uma idéia, pode-se colocar até dois capacetes, um integral e outro do estilo Jet. Já no Burgman i cabe apenas um capacete do tipo Jet e somente se for bem encaixado.

Outro detalhe é que o porta luvas, localizado no escudo frontal do Honda Lead, não precisa ficar trancado o tempo todo, é possível apenas fechá-lo. Já no Burgman i sempre é preciso a chave para abrir o porta luvas. Em outros detalhes ambos se equivalem: têm bagageiro como item de série e um gancho para transportar sacolas, além de contarem com shutter key e pedaleiras retráteis para a garupa. Porém, as qualidades do Honda Lead 110 no quesito praticidade dão larga vantagem ao modelo e, até certo ponto, justificam sua liderança no segmento. Quem busca um scooter para o uso estritamente urbano tem no modelo da Honda uma opção melhor.

O preço deles também não é um fator decisivo. O Burgman i custa R$ 5.990; enquanto a Honda está vendendo o Lead 110 por R$ 5.690, com a ressalva de que se trata de um preço promocional.

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