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Que tal comprar um Golf novinho na faixa de R$ 60 mil! Parece tentador, né? Calma, não é nenhuma promoção da Volkswagen. A tabela do hatch médio continua partindo de R$ 77. 247 na versão 1.0 TSI. 

Mas a marca conseguiu fazer do novo Polo uma espécie de mini Golf ao emprestar o mesmo motor três cilindros turboflex e equipá-lo com tecnologias de segmento superior. Deve cobrar a partir de R$ 60 mil por esse pacote, presente nas versões Comfortline (intermediária) e Highline (topo de linha).

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A linha se completa com a configuração de entrada (possivelmente chamada de Trendline), que estima-se começar entre R$ 50 e 55 mil, mas usando um propulsor aspirado - 1.0 MPI, de 84 cv, ou 1.6 MSI, de 120, ou ambos -,  associado ao câmbio manual. O lançamento no Brasil acontece em outubro, mas a produção já começou na fábrica de São Bernardo do Campo (SP). 

TSI só com câmbio automático

A convite da Volkswagen aceleramos o Polo 1.0 TSI, que gera 116/ 128 cv e 20,4 kgfm (no Golf 1.0 TSI, a potência é de 116/ 125 cv para o mesmo torque). Além do motor turbinado com mais cavalaria,  que receberá o nome de 200 TSI (veja o motivo), outra novidade é o casamento com o câmbio automático de 6 velocidades - no Golf 1.0 TSI a transmissão é manual de 6 velocidades, que, por ora, não irá migrar para o Polo1.0 TSI. 

Antes que os fãs da troca mecânica critiquem a opção da Volkswagen, saiba que boa parte das vendas de Chevrolet Onix 1.4, Hyundai HB20 1.6 e Fiat Argo 1.8 é na configuração automática. E a trinca é apontada pela VW como concorrentes do Polo neste patamar de preço.

A unidade testada estava toda camuflada, apesar de o visual já ter sido revelado recentemente na Alemanha. É que a ‘cara brasileira’ terá detalhes diferentes à do europeu, como o desenho do para-choque.

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A unidade trazia central multimídia, que também monitora diversas funções do carro, alerta de fadiga, ar-condicionado digital de uma zona, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, acesso ao carro sem chave, partida por botão, entre outros.  

Versão europeia tem suspensão mais baixa que a brasileira.

Volkswagen só não detalhou se o conjunto virá de série ou alguns itens serão opcionais. Certo é que o quadro de instrumentos digital de 10,3” e a central multimídia com tela de 8 polegadas ficará como exclusividade da topo de linha Highline. 

Da mesma forma que os controles de estabilidade e tração, bloqueio eletrônico do diferencial, assistente de partida em rampa, freios a disco nas quatro rodas e monitoramento de pressão dos pneus estarão disponíveis a partir da motorização turbo. 

De fábrica, o Polo virá equipado com direção elétrica, airbags laterais, sistema Isofix, bancos traseiros bipartidos, volante com ajuste em altura e profundidade de série e suporte para celular com entrada USB, já visto no up!GolVoyage, e que será de série no Polo. Já sensor de chuva e luminosidade e acendimento automático dos faróis e frenagem automática pós-colisão, provavelmente, serão opcionais.

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hatch premium também teve a suspensão elevada em 2 cm para suportar o piso brasileiro mais irregular. O porta-malas foi encolhido, de 300 litros, pois terá de acomodar o estepe, que neste caso será de uso temporário, mais fino que o pneu sobressalente padrão - o Polo europeu não possui estepe.

Todas as mudanças e configurações serão reveladas no fim de setembro, quando a novidade estreia no mercado nacional - a produção já começou na fábrica de São Bernardo do Campo (SP). 

Cabine sóbria, mas com plásticos

No test drive feito na pista da Fazenda Capuava, na região de Indaiatuba (SP), o novo Polo estava camuflado e era uma unidade pré-série, ou seja, uma versão não definitiva que pode ainda sofrer alterações, especialmente no acabamento interno.

Volks não permitiu registrar imagens, apenas às fornecidas no material de imprensa, que não continha registros da cabine. Mas foi possível notar que o interior segue o padrão europeu no design, porém com detalhes mais conservadores. 

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O carro de teste trazia dois tons de cinza, que davam um ar de sobriedade ao ambiente. As peças também eram bem encaixadas, tal qual no Golf, no entanto, a maior parte do painel continha plástico duro e não superfície emborrachada como no irmão maior.

A versão Comfortline avaliada exibia quadro de instrumentos analógico com computador de bordo ao centro. A tela do multimídia era de 6,5″ sem navegação por GPS, mas com conexão Android Auto e Apple Carplay.

O túnel central no  Polo brasileiro foi rebaixado em relação ao europeu, oferecendo um espaço maior para o ocupante do meio no banco traseiro. Aliás, o entre-eixos de 2,56 m garante um espaço interno bom, especialmente para quem vai atrás.

Performance superior ao Golf

Ao apertar o botão de partida e começar a acelerar o novo Polo é que percebemos a familiaridade com o Golf. O câmbio automático de 6 velocidades do hatch médio passou por ajustes e houve mudança no conversor de torque. 

O motor 1.0 TSI passou a entregar 3 cv a mais de potência após alterações no radiador e na eletrônica. As mudanças refletem em desempenho superior ao do Golf, principalmente pelo fato do Polo ser mais leve.

A combinação inédita do 1.0 TSI com a caixa Tiptronic trouxe um comportamento interessante. O escalonamento das marchas ficou mais rápido, resultando em acelerações e retomadas mais eficientes, acima da média do segmento de hatches compactos - leia-se ArgoOnixHB20

Sem contar que o motor turbo tricilíndrico explora bem o torque em todas as faixas de rotação. O que significa encarar a subida sem que o giro suba demais (e o propulsor grite), ou o motorista tenha de recorrer ao kickdown ou às borboletas atrás do volante.

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Na reta do autódromo, com o velocímetro marcando 120km/h, o ponteiro do conta-giros ficou abaixo das 3 mil rpm na sexta marcha.

A pista da Capuava é bastante sinuosa e assim pudemos testar a estabilidade e a rolagem da carroceria. E nesses quesitos, o comportamento impressiona. A inclinação é mínima e mesmo entrando forte nas curvas, a sensação é ter o hatch sempre à mão, sem sustos. Os controles de estabilidade e de tração corrigem qualquer deslizes do motorista, aliado pela direção elétrica assistida precisa.

A suspensão mais elevada privilegia o conforto, o que no 'tapete’ da pista não foi possível uma avaliação similar ao que encontramos em nossas ruas. Os pneus ‘cantam’ acima do normal em curvas fechadas. Vale ressaltar que são da marca Giti, de Cingapura. Será usada mundialmente no Polo, e que, segundo a montadora, apresenta melhor aderência e frenagem. 

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O novo Polo marcará uma nova fase da Volkswagen no Brasil. Na esteira dele virão o sedã Virtus, uma picape intermediária (acima da Saveiro) e três SUVs, que estreias para os próximos 2 anos. Todos integrantes de uma nova família que divide a multiplataforma MQB e a sua derivação um pouco menor MQB-A0.

Com a chegada do Polo quem perderá espaço será o Fox, que caminha para um adeus no futuro. A novidade ficará acima do Golup! e Fox e abaixo do Golf. Com tantos hatches disponíveis pela marca (cinco no total), a Volks decidiu diminuir o número de versões, como fez na linha 2018 de Golup! - o terá apenas três (Trendline, Comfortline e Highline). 

Jornalista viajou a convite da Volkswagen
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