Blog André Pugliesi
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Insta reúne os Alex e só o que se quer saber é: qual foi mais importante?

Reprodução Instagram
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Uma publicação no Instagram – aquela rede social em que as pessoas distribuem fotos do próprio rosto – provocou comoção entre torcedores de Athletico e Coritiba, abalo sucedido de alguns episódios de delírio e psicopatia, reação típica da rivalidade Atletiba (Athletiba?) e das redes sociais.

Do lado esquerdo, um careca apelidado Alex de bermuda branca. Do direito, um careca apelidado Alex de bermuda branca. Ou melhor, dois dos personagens mais importantes da história do futebol paranaense: o da esquerda criado pelo Coxa, o da direita consagrado no Furacão.

E, claro, mais do que o encontro de duas figuras imensas, num prosaico registro pré-despedida de Zé Roberto (chegou esse dia), a justaposição de Alexs fez eclodir toda sorte de sentimentos difusos, entre orgulho e recalque. Afinal, quem teria sido melhor/mais importante para sua equipe, perguntam (e respondem).

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Eu, que nunca tirei o pé de dividida, e já encaro os xingamentos por aí como auxílio terapêutico, também vou entrar nessa. E com a convicção de quem pôde, afortunadamente, acompanhar a dupla em campo, vaticino sem receio do que virá: os dois e nenhum dos dois.

Ora, é claramente perceptível, ao menos por quem encara o futebol com paixão, e rejeita o soccer business, a infinitude da discussão. Estão no centro dois ídolos de suas respectivas torcidas e, assim, é possível, no máximo, esgrimir alguns argumentos que, ao cabo, não resolverão nada.

Mas, vamos a eles. Não se discute que, com a camisa dos clubes, o Alex mineiro obteve mais sucesso. Ungido por alguma força inexplicável, o camisa 9 anotou oito gols nos quatro jogos decisivos da jornada que levou o então Atlético (hoje Athletico) ao seu primeiro, e até então único, título nacional em 2001.

Trajado com a jaqueta coxa-branca, por sua vez, o Alex paranaense faturou apenas o caneco do Estadual de 2013. Sapecou o rival na decisão (pouco importa se representado por um time juvenil), mas, convenhamos, fica atrás no quesito taças erguidas aos céus.

É o suficiente para demarcar o lugar deles no olimpo do esporte local? Não. Há muito mais a ser considerado. História, importância e idolatria não se distinguem no futebol pela estatística de taças, vitórias e gols. Isso é papo para adoradores de esportes americanos, onde a “emoção” emerge das planilhas de Excel.

Se o Alex meia que vinha de Colombo não foi o que poderia ter sido no Couto Pereira, levou tudo que aprendeu na convivência com Tostão e Osvaldo para o mundo, e foi dos maiores craques do futebol nacional mesmo sem ter ido à Copa – e aí, como dizem, problema da Copa.

Também não enturva a aura do Alex atacante de Belo Horizonte o fato de, longe da Baixada, nunca ter sido o que foi de vermelho e preto. Se foi mero acaso, obra divina ou um pacto com forças sombrias, pouco importa. A obra está completa.

É natural que as torcidas se embrenhem na polêmica. Agora, mais do que pererecar na internet, quando duas lendas se encontram, o gostoso é celebrar. Curtir o momento que pôs, lado a lado, Alexsandro e Alexsander. Vida longa aos dois Alex!

 

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