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Bolsonaro deixa clubes em alerta após chamar patrocínio da Caixa de ‘absurdo’

Bolsonaro critica patrocínio da Caixa Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
Presidente Jair Bolsonaro criticou patrocínio da Caixa Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), prometeu rever os contratos de patrocínio e publicidade da Caixa Econômica Federal (CEF) em 2019. Medida que afetaria em torno de 25 clubes brasileiros, divididos entre a Série A e B, além de alguns campeonatos estaduais do país.

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Em 2018, 12 clubes da primeira divisão (América-MG, Athletico, Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Ceará, Cruzeiro, Flamengo, Paraná Clube, Santos, Sport e Vitória) e 13 da Segundona (Atlético-GO, Avaí, Coritiba, CRB, Criciúma, CSA, Fortaleza, Goiás, Londrina, Paysandu, Ponte Preta, Sampaio Correa e Vila Nova) tinham o patrocínio do banco estatal.

Algumas competições, como Copa do Nordeste, Copa Verde, Copa ES e estaduais de Sergipe, Piauí, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Rio Grande do Norte também possuem acordo com a Caixa.

Os gastos da estatal com esses contratos em 2018 somaram, no máximo, R$ 191,7 milhões. Sendo R$ 138,2 milhões para a Série A, R$ 44,8 milhões para a Série B e R$ 8,7 milhões para os torneios. Porém, esse foi o valor reservado, o que não significa que foi todo utilizado. Isso porque o contrato de patrocínio com os clubes prevê um valor fixo e mais bonificações por desempenho.

Caso do Athletico, que recebeu R$ 800 mil pelo título da Sul-Americana, além dos R$ 6 milhões fixos acertados ainda no início do ano. Outro exemplo é o Flamengo. O contrato possibilita um patrocínio de até R$ 32,6 milhões, porém o pagamento fixo é de R$ 25 milhões. O resto (R$ 7,6 milhões) é bonificação em caso de títulos da Libertadores, Brasileirão e até Mundial de Clubes – o que não ocorreu.

Apesar da medida de contenção de gastos para 2019, a informação divulgada por Bolsonaro está equivocada. A própria Caixa, através de nota oficial publicada na última sexta-feira (14), esclareceu que o investimento em patrocínios e publicidade no ano (até novembro) foi de R$ 500,8 milhões. Dados que são possíveis confirmar em seu site, onde há um relatório mensal dos gastos em publicidade da empresa. Até novembro, foram R$ 351,6 milhões somente em publicidade, deixando outros R$ 149,2 milhões para as cotas de patrocínio e comunicação interna.

A entidade ainda divulgou balanços de anos anteriores, no período de 2011 a 2017. O último ano houve um investimento de R$ 679,4 milhões. O pico foi em 2014, com R$ 887,7 milhões.

 

Tabela Libertadores 2019

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